Secretaria de Infraestrutura planeja manutenção nas juntas de dilatação de pontes em Brusque
Pasta considera problemáticas as condições dos componentes na maioria das passagens
Parte significativa dos problemas nas principais pontes de Brusque se concentra nas juntas de dilatação, conforme verifica a Secretaria Municipal de Infraestrutura Estratégica (SIE). São componentes que permitem a movimentação livre da ponte em função de variações de temperatura e a passagem de cargas. Conforme a pasta, está sendo elaborada uma licitação por ata de manutenção para a contratação por metro corrido e revisões em todas as pontes que apresentem este tipo de desgaste.
As juntas são peças metálicas com borracha que diminuem impacto na passagem de veículos. Permitem que a ponte se expanda e se contraia com mudanças de temperatura, vibração e peso dos veículos, evitando que o concreto trinque. Para a maioria das pontes, é necessária a revisão e manutenção. Elas apresentam desgaste ou asfalto acumulado, o que prejudica seus funcionamentos.
Uma destas é a ponte Alois Petermann (rua do Cedro – rua João Bianchini), que passará por intervenção quando forem executadas as obras do chamado lote 3 da Beira Rio. "Ela [Beira Rio] vai passar por baixo, e vai ter um acesso para subir [até a ponte]. Para ela passar por baixo, a gente vai estender a ponte por mais 30 metros", relata Deco
A obra inclui ampliar o que hoje é considerado um gargalo do rio Itajaí-Mirim, na tentativa de dar mais vazão à água e diminuir riscos de enchente nas proximidades. Neste momento, também serão realizadas manutenções, mas a principal questão a ser resolvida na ponte são as juntas de dilatação.
Ponte do Pilolo
A ponte José Germano Schaefer, conhecida como ponte do Pilolo (rua Guilherme Hoeffelmann – rodovia Pedro Merizio), ainda será interditada de dois a três meses e deverá passar por reparos. O motivo da interdição é a construção de uma nova estrutura de sustentação, no contexto do avanço das obras da Beira Rio. "A ponte será parada para fazer a cabeceira, e provavelmente já vão fazer alguma revisão nela", resume Deco.
Responsabilidade estadual
Próximo à travessa Lagoa Dourada, está uma ponte na SC-486, no trecho de nome rua Maximiliano Furbringer. Esta é considerada a ponte mais problemática, pelo fluxo intenso de transporte de carga suportado, mas a responsabilidade é do governo estadual.
"O estado já está sabendo do problema. Inclusive, neste projeto de duplicação, será provavelmente feita outra ponte, e aquela será reformada", cogita.
Outras pontes
Os casos da ponte do Trabalhador (bairros São Luiz e Santa Rita) e da ponte de acesso ao Clube Esportivo Guarani preocupam menos.
"Há um problema na cabeceira na ponte do Trabalhador, mas não é nada assim, tão problemático. Temos o laudo do problema. Ainda não entrou no radar, tanto uma quanto a outra [Trabalhadores e Guarani] no sentido de contratar um projeto de [decidir se vai] fazer [licitação] ou se será feito com manutenção própria da Secretária de Obras", afirma Deco.
Estruturas menores
Pontes menores poderão ser consertadas com kits específicos para substituição, fornecidos pela Defesa Civil. "Recebemos agora da Defesa Civil cerca de 10 kits prontos substituir algumas pontes pequenas. Uma destas está listada para a substituição por meio destes kits. A gente monta na cabeceira, lá no local, e concreta."
Assista agora mesmo!
Como surgiu e o que restou da primeira usina elétrica da região, criada em 1913 em Guabiruba:
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