Torcedor é detido por ato racista em Brusque x Náutico; chefe de segurança explica ação
Clube pernambucano publicou nota pedindo responsabilização
Um torcedor do Brusque foi detido e levado à delegacia, acusado de cometer ato racista contra o atacante Igor Bolt, do Náutico, na noite deste domingo, 7. Durante a partida, terminada em 1 a 0 para a equipe pernambucana, um segurança identificou o ato e acionou a Polícia Militar.
Conforme o chefe de segurança do estádio Augusto Bauer, Yusuf Ahmad Saulo Basseto Harb, foi um membro da equipe de segurança responsável pelo setor da arquibancada que identificou o ato e tomou iniciativa, chamando a polícia. Policiais militares detiveram o torcedor, que foi retirado do estádio e levado à delegacia. O caso ocorreu no segundo tempo.
"Nosso segurança foi junto fazer o boletim de ocorrência. Depois, o cara foi para a delegacia. Foi chamado o Bolt, ele se identificou, deu depoimento e foi liberado. E ele [o torcedor] ficou lá [na delegacia]. O Brusque esteve conosco, somos contra o racismo", afirma.
O Náutico publicou uma nota na noite deste domingo, 7, manifestando solidariedade ao atacante Igor Bolt. Confira na íntegra:
"O Clube Náutico Capibaribe vem a público se solidarizar com o atleta Igor Bolt, que sofreu um ataque racista durante a partida contra o Brusque, no estádio Augusto Bauer, em Santa Catarina.
O clube informa que o agressor foi identificado e entregue às autoridades. Bolt se dirigiu à delegacia do estádio onde foi feito boletim de ocorrência.
O Náutico prestará todo apoio possível e necessário ao atleta. É inaceitável tamanho ato de racismo. Nenhum esforço será poupado para que o racista seja responsabilizado e responda pelos seus atos."
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Outros casos
O Brusque já precisou lidar com outros dois casos recentes envolvendo denúncias de racismo. Um deles foi em 8 de fevereiro, quando o goleiro Caique, do Criciúma, relatou ter ouvido gritos de "macaco" de um torcedor após Brusque 1×1 Criciúma, no Augusto Bauer.
Na ocasião, foi aberto um inquérito, no qual testemunhas negaram ter ouvido insultos racistas. E laudo pericial dos registros em vídeo concluiu que não foi possível identificar injúria racial. A Polícia Civil concluiu o inquérito sem indiciar o torcedor do Brusque.
Leia também: Casos de racismo e injúria racial crescem em Brusque entre 2023 e 2024
Em 2021, houve o caso envolvendo o meia Celsinho, que defendia o Londrina. À época, o presidente do Conselho Deliberativo do Brusque fez xingamentos considerados racistas sobre o cabelo do jogador durante uma partida pela Série B do Brasileiro, que tinha portões fechados por conta da pandemia.
O quadricolor chegou a ser punido em primeira instância do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), com a perda de três pontos, além de multas. Depois, em julgamento do Pleno, foi definida a punição com perda de um mando de campo na Série B de 2022 e multa de R$ 60 mil. O dirigente foi suspenso por 360 dias e multado em R$ 30 mil.
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