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O menino do presépio

O menino Jesus é a alegria do Natal. Neste dia, somos convidados a contemplar o amor de Deus, manifestado na pessoa do menino Jesus. Ele é a “Palavra” que se fez pessoa e veio habitar entre nós, a fim de nos oferecer vida e vida em abundância e nos elevar à dignidade de “filhos (as) […]

O menino Jesus é a alegria do Natal. Neste dia, somos convidados a contemplar o amor de Deus, manifestado na pessoa do menino Jesus. Ele é a “Palavra” que se fez pessoa e veio habitar entre nós, a fim de nos oferecer vida e vida em abundância e nos elevar à dignidade de “filhos (as) de Deus”.

Ele é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Como Deus, é nosso libertador e salvador. Como homem, assumiu e toma sobre si mesmo nossos sofrimentos, nossas dores, nossas fraquezas, nossos pecados. Nossa condição e situação humanas. Essa é a nossa alegria natalina.

Jesus (esse Menino do Presépio) é para nós a “Palavra” suprema que dá sentido à nossa vida. Por isso, como seguidores (as) dele não podemos deixar que outras “palavras” nos condicionem e nos induzam a procurar a felicidade em caminhos de egoísmo, de alienação, de comodismo, de pecado. Jesus a “Palavra” viva do Pai veio para nos oferecer “palavras de verdade, de justiça, de amor, de perdão, de paz” como caminho de vida.

Por outro lado, a Cultura atual nos apresenta “outras palavras” bem diferentes. Algumas vêm bem “embrulhadas”, em embalagens bem vistosas e atraentes. São apelos quase irresistíveis a assumi-las como “verdades”, capazes de nos dar rumos seguros para a felicidade. Quem não tem o hábito de parar diante da realidade e de tomar distância dela, antes de fazer suas escolhas ou opções pode se deixar encantar por essas “palavras” que aparentemente encantam nossos ouvidos.

Por isso, é sempre bom, cada ano, antes do Natal se deixar questionar pela presença do Menino no Presépio. O Menino do Presépio nos questiona: Quais são essas “palavras” que às vezes nos seduzem e nos afastam da “Palavra” eterna de Deus que ecoa no Evangelho que Jesus veio propor? Que consistências elas têm? Os que as seguem que estilo de vida vivem? Que marcas deixam nos ambientes que frequentam?

Será que muita coisa que está ocorrendo, por aí, não é fruto dessas “palavras” que confundem valores e desvalores, o bem travestido de mal e o mal vestido como um bem inestimável? Basta observar, como são apresentados os bens materiais, como o caminho “seguro” (a conquista e acúmulos deles) para conseguir sucesso, êxito, realização pessoal, felicidade. O aborto voluntário (assassinato frio e calculado) como um direito da mulher. A ideologia do gênero como uma conquista da Cultura atual. E assim por diante…

O Menino do Presépio tem outro discurso. Discurso exigente, sem dúvida. Sem palavras enganosas, embaladas em falácias. São palavras diretas, sem rodeios que prometem felicidade sim. Mas, a conquista dessa felicidade tem seu preço. Preço que exige esforço, dedicação, sacrifício, renúncia, doação e entrega de si mesmo. À primeira vista, dá impressão de ser um estilo de vida opressor, escravizante, limitante. Todavia, quando é testado e vivido como é proposto, portanto, como uma proposta livre e consciente de vida, torna-se caminho de bem-aventurança, de felicidade porque proporciona à pessoa a possibilidade de desenvolver todas as suas potencialidades e dons, colocando-os a serviço dos outros, de Deus, de si mesmo e do mundo que a cerca.

O Menino do Presépio propõe, portanto, como caminho da felicidade o caminho do amor oblativo que não tem seu centro no sujeito que ama, mas no “outro”, particularmente o mais necessitado. Desloca o polo do amor: do “eu” (seria egoísmo) para o “tu”. O “tu” minúsculo (o irmão ou irmã) e o “Tu” maiúsculo (Deus, que na visão bíblica, é Amor). O Menino do Presépio propõe a construção da Civilização do Amor. Bem diferente de muitas “propostas” que estão sendo apresentadas por pessoas e grupos de muitos matizes nos dias de hoje.

Um Feliz Natal e abençoado Ano Novo a todos, particularmente, aos leitores e leitoras desta coluna jornalística.