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Paróquia São Luís Gonzaga realiza drive thru para receber doações neste sábado

Serão aceitas doações das 8h às 16h

O trabalho da Ação Social na Paróquia São Luís Gonzaga, que já era expressivo ao longo do ano, se intensificou ainda mais neste período de quarentena. Com salários reduzidos ou até mesmo o desemprego, muitas pessoas têm buscado auxílio no local, que chega a distribuir 100 cestas básicas por dia.

Em busca de mais alimentos e de materiais de higiene e limpeza para socorrer quem precisa, a paróquia realiza neste sábado, 6, das 8h às 16h, no estacionamento do salão paroquial, o “Drive thru do bem”.

“A Ação Social, marca da vida na nossa paróquia, já atua a mais de 40 anos em prol dos necessitados e este serviço é fruto da generosidade das pessoas que, diariamente, ofertam alimentos, roupas e tantas outras doações. Neste sábado vamos realizar o “Drive thru do bem”, para que a comunidade possa participar de maneira segura e fazer sua entrega sem sair do automóvel”, explica o pároco, padre Diomar Romaniv.

Saiba mais

Atualmente o atendimento da Ação Social da paróquia São Luís Gonzaga é feito de segunda a sexta-feira, das 13h às 17h. Antes mesmo de iniciar o trabalho, uma fila já está formada no local. Pessoas com histórias bem parecidas com a da paranaense Rosinete Lisboa, que perdeu o emprego diante da crise trazida pelo novo coronavírus.

“Quase entrei em pânico com essas coisas todas que aconteceram. Parei de trabalhar por conta da pandemia, ficou só meu marido com emprego para pagar aluguel. Complicou para nós”, lamenta.

Cleiton José Gomes da Silva também foi desligado da empresa, na qual trabalhava como motorista e o auxílio trazido pela cesta básica fez a diferença no sustento de sua família. “Volto para casa mais leve hoje. Porque neste momento, estou contando com a ajuda da minha mãe. Ela mora no Pará e me ajuda de lá. Mas não é fácil”, conta Cleiton, que mora há um ano em Brusque.

Por conta das medidas de saúde e segurança, boa parte da equipe voluntária da Ação Social está afastada do serviço, pois faz parte do grupo de risco. E assim, com um grupo reduzido, a assistente social, Patrícia Antonietti, faz o que é possível para atender às pessoas em busca de auxílio. “Estamos focados na entrega de alimentos. Caso venha uma família muito necessitada de roupa, peço para voltar uns dois dias depois para que possamos separar, pois não temos mais o sistema de escolha. Cobertor e lençol também são entregues, mas o foco é a cesta básica”, explica.