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Perfil histórico dos seminários brasileiros

Paulo Vendelino Kons, historiador

No Brasil, os seminários só tiveram origem no início do século XVIII, após o 1º Sínodo Brasileiro, ocorrido em Salvador no ano de 1707. Nesta fase praticamente todos os seminários estavam sob os cuidados da Companhia de Jesus. A partir da segunda metade do século XIX ocorreu a implantação dos seminários diocesanos, como no caso de Azambuja.

A partir da segunda metade do século XIX ocorreu a implantação dos seminários diocesanos, como no caso de Azambuja

Em Santa Catarina, a primeira tentativa de criação de um seminário diocesano foi em Blumenau, no ano de 1879. Iniciativa do padre Alberto Maria Jacobs que, em 16 de janeiro de 1877, havia criado uma Escola Paroquial, com o nome de Colégio São Paulo.

Mais tarde, em 1919, o vigário de São Ludgero, padre José Sundrup, auxiliado pelo padre Humberto Ohters, inaugura um “seminário”, na verdade uma casa que abrigava sete meninos vocacionados para o sacerdócio. Todas estas experiências fracassaram.

Pe. Jose Maria Jacobs, primeiro vigário de Blumenau, foi responsável pela tentativa de criação do primeiro seminário catarinense / Acervo Pe. José Artulino Besen

Mas com a criação da Diocese de Florianópolis, em 1908, intensifica-se o desejo de erguer um seminário para a formação do clero secular catarinense. E, assim, no dia 11 de fevereiro de 1927, mesmo ano em que o Bispado de Florianópolis é alçado para o status de Arcebispado e seu bispo, Dom Joaquim Domingues de Oliveira, para o cargo de Arcebispo, é anunciada a criação do Seminário Menor Arquidiocesano Nossa Senhora de Lourdes, o nosso Seminário de Azambuja.