Polícia Civil finaliza investigação de estupro coletivo denunciado nas redes sociais em SC

Crime ocorreu em outubro de 2019

Polícia Civil finaliza investigação de estupro coletivo denunciado nas redes sociais em SC

Crime ocorreu em outubro de 2019

A Polícia Civil de Joinville, no Norte de Santa Catarina, concluiu nesta quarta-feira, 23, o inquérito que investigava o estupro coletivo denunciado nas redes sociais nesta semana. O crime ocorreu em outubro de 2019 e investigação demorou mais de um ano e seis meses para ser finalizada.

O processo ficou parado depois que um dos suspeitos, que atua como juiz, pediu foro privilegiado e o processo passou a tramitar no Superior Tribunal de Justiça (STJ) durante um ano.

Segundo a delegada regional Tania Harada, após a denúncia da vítima, já havia sido iniciada a investigação do crime. Na época, um inquérito chegou a ser concluído e enviado ao Ministério Público (MP-SC), porém, com o pedido de foro privilegiado, a investigação deixou de ser da Polícia Civil, que não pôde continuar no caso.

Em dezembro de 2019, o processo foi enviado ao STJ, onde ficou até março de 2021 e retornou à Joinville após órgão rejeitar foro privilegiado, com a justificativa de que o crime não teve relação com o cargo de magistrado de um dos suspeitos.

“O procedimento somente retornou com autorização para prosseguimento das investigações pela Polícia Civil neste ano. O prazo ofertado para a conclusão do inquérito é para o próximo mês”, conta a delegada. Porém, ele foi finalizado nesta semana.

Com o retorno da investigação para a Polícia Civil, novas investigações precisaram ser realizadas entre março e junho. O Ministério Público (MP-SC) já havia recebido a primeira conclusão do inquérito, mas solicitou novas informações. “É comum o MP requerer mais diligencias para formar a argumentação sobre o crime”, explica Tania.

Segredo de Justiça

A investigação envolveu três suspeitos, mas por se tratar de crime com violência sexual, o processo corre em segredo de Justiça e a polícia não confirmou se todos os três investigados foram indiciados.

Agora, o caso segue no MP-SC que deverá fazer a denúncia para iniciar o processo de julgamento dos suspeitos.


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