Presidente da Câmara de Brusque avalia primeiro ano da nova legislatura: “vereadores se dedicaram da melhor forma possível”
Para 2026, salas devem ser alugadas para parlamentares realizarem atendimentos com melhores condições
A última sessão do primeiro ano da atual legislatura da Câmara de Brusque foi realizada nesta quinta-feira, 11. Em entrevista ao jornal O Município, o presidente da casa, Jean Dalmolin (Republicanos), fez uma avaliação dos trabalhos, destacando o crescimento no número de indicações e projetos com impacto na comunidade.
Durante o ano, os vereadores apresentaram 1.184 indicações, 124 pedidos de informação, 223 requerimentos, 198 projetos de lei ordinária e outros 49 de lei complementar.
“A atuação entre todos os vereadores foi boa. Com o gás total após sair de uma eleição, o primeiro ano foi produtivo. Se dedicaram da melhor forma possível”, avalia o presidente.
Relação com a população
Em 2025, a Ouvidoria recebeu 273 manifestações, sendo 27 pelo sistema Fala.BR, 66 do Softcam e outras 180 via ligações, WhatsApp ou pessoalmente.
Dalmolin acredita que os meios de denúncia e de atendimento à população funcionam na prática e orienta que moradores busquem contato direto com os canais da Câmara, que têm processos bem definidos para encaminhar e acompanhar solicitações.
O presidente ainda valoriza as visitas de alunos à sede do Legislativo — foram mais de 120 em 2025, de quatro escolas — e as palestras realizadas em parceria entre a Escola do Legislativo, a Escola de Administração Pública (Esap), da prefeiutura, e a Assembleia Legislativa (Alesc).
Projetos de destaque
Entre os projetos aprovados pelo Legislativo, Dalmolin destaca a regulamentação na circulação de ciclomotores, de autoria de Rogério dos Santos (Republicanos) e Paulinho Sestrem (PL), a proibição de consumo de bebidas alcoólicas em locais públicos, de Alessandro Simas (PP) e André Rezini (PP), dos parquinhos acessíveis, de sua autoria, e a Lei da Pichação, de origem do Executivo, além de textos que aprovaram financiamentos para compra de maquinários e para pavimentações pela cidade.
A grande maioria da Câmara compõe a base do governo do prefeito André Vechi (PL). Para Dalmolin, isto não impede os vereadores de realizarem os seus trabalhos de fiscalização e cobrança, e representa um benefício para a população.
“A grande maioria da Câmara contribui com o Executivo e com a cidade. Quando a Câmara é maioria de oposição, a cidade acaba trabalhando de forma amarrada. Se o prefeito ou o vice fizer algo errado, com certeza os vereadores vão contestar. A gente conhece a idoneidade de cada um. Hoje a grande maioria está com o prefeito porque acredita no trabalho dele. Mesmo com divergências e questionamentos, eu vejo que isso faz bem para a cidade”, analisa.
Projeção para 2026
Em 2026, duas comissões vão iniciar seus trabalhos: a Especial da Saúde e a Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar os serviços de coleta de lixo.
Na legislatura anterior, a Comissão Especial da Saúde também havia sido formada e, segundo o presidente, as demandas da população relacionadas ao assunto são constantes. “Queremos que a comissão funcione da melhor forma possível e faça seu trabalho”.
Já em relação à CPI relacionada aos serviços de coleta de lixo, Dalmolin destaca que a Veolia, atual concessionária, assumiu um contrato que já existia e que a denúncia que motivou o requerimento, protocolado por Rogério dos Santos e apoiado por outros seis parlamentares, veio motivada principalmente pelo valor cobrado, que seria maior que a média da região. “A população estava reclamando”.
Além disso, a Câmara, que segue em busca de um espaço para construir uma nova sede, pretende alugar espaços em 2026 para que os vereadores tenham um espaço mais adequado para os atendimentos. Atualmente, os parlamentares dividem salas.
O presidente ressalta que a Câmara sempre utiliza uma porcentagem menor do que o previsto em lei para seu orçamento e que devolve valores ao Executivo ao fim dos anos legislativos. Portanto, já tem o recurso necessário para o aluguel dessas salas.
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