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Presidente destaca esforço coletivo apesar da maioria de oposição na Câmara: “Botuverá precisa sempre andar para frente”

Vereadores fizeram quase 500 indicações em 2025, a maioria solicitando serviços após de pedidos de moradores

O primeiro ano da legislatura da Câmara de Botuverá, que teve uma grande renovação após as eleições de 2024 (apenas dois vereadores se reelegeram), encerrou com quase 500 indicações apresentadas pelos parlamentares, um aumento de quase 50% em relação a 2024 (330 a 499). O presidente da casa, Odirlei Bissoni (MDB), avalia que todos os colegas estão desempenhando bem o seu papel, trabalhando em união em prol da comunidade.

Odirlei foi o mais votado nas últimas eleições e foi eleito presidente para o biênio 2025-26. “Entendo que essas mudanças são naturais e saudáveis na política. Trouxe sangue novo. Agora, vivendo a política de dentro, nós vimos quão desgastante é. Nem sempre as coisas saem como planejado. Nem sempre é como a gente quer. Porém, não podemos desistir. Seguir em frente, ouvindo as demandas, discutindo e procurando as melhores soluções possíveis é o nosso trabalho. E quando temos perfis novos e motivados, tanto a cidade quanto o cidadão saem ganhando”.

Para Odirlei, os principais projetos aprovados neste ano foram a autorização para o Executivo realizar a terraplanagem do terreno onde será construída a subestação de energia elétrica da Celesc e a Lei Estrada Boa.

A subestação da Celesc é uma das maiores obras de todos os tempos no município, com um dos maiores investimentos, cuja qual teve seu início na gestão anterior, de Alcir Merizio (MDB). O início da construção deve acontecer em 2026.

Já o Estrada Boa é uma política pública que já vinha sendo adotada desde o ano de 2021 na gestão passada também, mas que passou recentemente por uma atualização com uma série de aperfeiçoamentos

“Foi o projeto de lei que mais sofreu emendas, 15 no total. Foi um projeto muito discutido, e nós, vereadores, debatemos muito sobre esse tema. Debatemos não só em plenário, nas comissões, mas também com os cidadãos”.

Relação com o Executivo


Atualmente, a Câmara de Vereadores de Botuverá é composta por cinco vereadores de oposição, do MDB, que comandou o Executivo local entre 2013 e 2024, e quatro do PP, partido do prefeito Victor Wietcowsky.

De acordo com o Odirlei, a oposição existe, mas ela é exercida com cautela e equilíbrio. Ele destaca que a maioria dos projetos de lei apreciados pela Câmara tiveram origem no Poder Executivo e que apenas um foi rejeitado, o que autorizava que recursos do Custeio dos Serviços de Iluminação Pública (Cosip) fossem utilizados para operação de câmeras de segurança.

Segundo o presidente, a Câmara buscou sempre “ajudar o Executivo” durante o ano. “Exercemos nosso papel fiscalizador com equilíbrio e seriedade. Prova disso é que, dos 43 projetos de lei analisados, apenas um foi rejeitado, justamente por não atender aos anseios e necessidades da população botuveraense. Isso evidencia que, quando o interesse coletivo é priorizado, há convergência entre os poderes e quem ganha é o cidadão. O município precisa sempre andar para frente. Então eu acho que entre o Legislativo e o Executivo está tendo um bom diálogo, sempre buscando a melhor solução para os moradores”.

Anseios da população


Na opinião de Odirlei, na medida do possível, ele entende que a Câmara consegue atender às demandas que chegam da população.

Ele reforça que o papel dos vereadores não é o de executar, mas que os vereadores buscam articular junto às secretarias municipais o encaminhamento aos pedidos dos moradores.

“Sempre buscamos o diálogo, a solução dos problemas e dos conflitos. Acredito que, de forma geral, a atual Câmara de Vereadores que nós temos hoje está bem atuante ao lado da população”, avalia.

Barragem


Em relação à construção da barragem, Odirlei destaca que a Câmara acompanha os trâmites para tentar assegurar os direitos dos moradores. Para isso, participou das reuniões feitas com a comunidade do Ribeirão do Ouro e entende a preocupação das pessoas

“Este é um assunto delicado. Desde o início sabíamos que a obra da barragem já era uma realidade. Pelo menos as tratativas de licitação, desapropriações e os trâmites burocráticos já estavam em andamento. Esta é uma obra de responsabilidade do governo do Estado de Santa Catarina, e o município não possui autonomia na tomada de qualquer decisão sobre ela. Estivemos nos últimos meses conversando com o governo do estado, com o secretário Mário Hildebrandt (da Defesa Civil) para entender melhor o andamento deste projeto e de que forma ela se dará. Intermediando, na medida do possível, defendendo os interesses de quem mora nas áreas impactadas. Mas essa é uma preocupação de toda a cidade”.


Assista agora mesmo!


Chegada do asfalto entre Brusque e Botuverá trouxe alívio, mas obra enfrentou desafios:


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