Prefeitura aguarda parecer da Caixa para nova licitação da praça do Azambuja

Documento deve ser entregue ao DGI em 30 dias; a partir daí, leva-se mais 45 dias para licitação

Prefeitura aguarda parecer da Caixa para nova licitação da praça do Azambuja

Documento deve ser entregue ao DGI em 30 dias; a partir daí, leva-se mais 45 dias para licitação

Prevista para ser inaugurada em novembro de 2015, a praça do bairro Azambuja ainda deve levar alguns meses para ser finalizada. Quase três anos após o início da obra, o Departamento Geral de Infraestrutura (DGI) está aguardando o parecer da Caixa Econômica Federal para que possa realizar uma nova licitação.

A nova concorrência é necessária porque a empresa Junkes Empreendimentos Imobiliários, de Blumenau, que era responsável pela obra, e a Prefeitura de Brusque, rescindiram o contrato em maio do ano passado. Na época, a empresa alegou prejuízo financeiro, devido às várias paralisações.

Com isso, de acordo com a diretora do DGI, Andrea Volkmann, o órgão precisou fazer o replanilhamento dos serviços remanescentes e encaminhar toda a documentação para a Caixa. Agora, o banco precisa dar um parecer autorizando a nova licitação.

Andrea estima que este parecer seja repassado ao DGI em 30 dias. A partir daí, leva-se mais 45 dias para os trâmites licitatórios.

De acordo com ela, de 2015 até agora, foram realizados no local a regularização do córrego, a passarela, instalação elétrica (implantação de dutos e as esperas subterrâneas, faltando a colocação da fiação elétrica), deck de madeira, pergolado, guarda-corpo da passarela, pavimentação com paver, quadra de areia e parquinho e o suporte para bicicletas.

Para a conclusão da obra falta a implantação do alambrado da quadra de areia, iluminação pública, paisagismo e o totem de identificação. A obra foi orçada em R$ 248.874,03 e até o momento, foi pago o valor de R$ 132.837,02.

Moradores insatisfeitos
Os moradores das proximidades da praça já perderam a esperança de ver a obra concluída. O designer Jonas Sagaz diz que apesar de a prefeitura ter roçado o local há poucas semanas, a praça vive com aspecto sujo e à noite, é ponto frequente de usuários de drogas. “Fizeram uma calçada em direção ao morro e lá está cheio de mato. À noite, vai muita gente usar drogas ali”.

Sagaz reclama que ninguém ouviu a comunidade na hora de fazer o projeto da praça. “É uma praça que não tem bancos, não tem os aparelhos de ginástica que os moradores queriam. Só colocaram aquele pergolado inútil que está estragando com o tempo. Ninguém entendeu nada”.

Outra moradora, que preferiu não se identificar, também reclama do atraso de quase três anos na entrega da obra. “Já nem acredito mais que um dia vai ser concluída”.

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