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Presépio Vivo encanta Guabiruba e traz orgulho para comunidade

Iniciativa ocorre há 15 anos e é comandada por voluntário da Igreja Nossa Senhora Aparecida

O jovem Luiz Fernando tinha apenas dois anos quando a comunidade Nossa Senhora Aparecida, no bairro Guabiruba Sul, em Guabiruba, deu início ao Presépio Vivo, desfile em caminhão pelas ruas da cidade que ocorre próximo ao Natal. Ele, que mora no bairro “desde sempre”, vestia sua túnica e seguia rumo ao veículo para participar pela primeira vez da atração. E não era em um papel qualquer. O rapaz interpretou José, o pai adotivo do Menino Jesus.

Frequentador da comunidade, ele conta que o convite foi feito depois de ter participado de um dos eventos da comunidade. Luiz se mostrava bem orgulhoso de formar o presépio. Ele estava acompanhado de Tamires Fagundes como Maria, e um bebê de brinquedo, como Jesus. No caminhão ainda estavam outras pessoas da comunidade como anjos e os reis magos.

Um dos organizadores, Rhael Kohler, 27, lembra que todos são voluntários. “Foram dois meses de organização. Vamos fazendo convites para a comunidade participar”, afirma. Sobre os personagens principais do presépio, ela conta que a ideia é fazer um rodízio para que cada ano pessoas diferentes interpretem a Sagrada Família.

A caravana era compostas por vários caminhões e caminhonetes. Nos outros veículos, diferentes personagens, como Christkindl, Krampus e, claro, os tradicionais pelznickels. O personagem tradicional do natal guabirubense está em bom número, alguns desciam dos carros para interagir com o público e invadir quintais. Também não poderia faltar o Papai Noel, ou melhor, papais noéis. Vários deles. O principal, jogava balas para os moradores que, aos montes, aguardavam a comitiva pelas calçadas da cidade. 

Expectativa

Pouco antes das 19h30 a caravana saiu em silêncio da igreja Nossa Senhora Aparecida pela rua Guabiruba Sul. Dona Lucia Westarb Peterman, que nasceu no bairro, aguardava na frente de casa. Aos 78 anos, ela lembra que isso não existia quando ela era criança, é coisas de “uns 15 anos pra cá”, mas que ela faz questão de sempre assistir. 

“Gosto bastante . Tudo jovem fazendo. Eles adoram isso”, diz. Outro ponto que a marca bastante são as crianças que aguardam as balas que serão atiradas pelo Papai Noel.

João Paulo Delcastanher, 27, veio de Brusque e trouxe a família toda, tanto a parte brusquense quanto a de Guabiruba. Eles se concentraram em frente a igreja. “Já vimos algumas vezes é meio que uma tradição da família”, conta. Para ele, a missão é a mais nobre possível: agradar o público sem cobrar nada por isso. 

Faltava poucos minutos para às 20h quando os alto-falantes da igreja começaram a tocar música. Era um sinal de que a carreata iria começar. Alguns minutos depois e fogos de artifício anunciavam o início do trajeto. Os caminhões e caminhonetes retornavam pela rua Guabiruba Sul sentido centro agora com músicas, som e muita luz.