Projeto quer garantir atendimento prioritário no piso térreo dos bancos de Brusque

Medida é voltada a idosos, gestantes, mulheres com crianças, deficientes e pessoas com mobilidade reduzida

Projeto quer garantir atendimento prioritário no piso térreo dos bancos de Brusque

Medida é voltada a idosos, gestantes, mulheres com crianças, deficientes e pessoas com mobilidade reduzida

Um projeto encaminhado à Câmara de Vereadores neste mês pode garantir o atendimento de pessoas com mobilidade reduzida no primeiro pavimento de bancos sem elevador. Depois de ser lido, na sessão do dia 23, o projeto tramita nas comissões internas.

Pelo texto original, idosos, gestantes, mulheres com crianças de até cinco anos de idade, deficientes físicos e pessoas com mobilidade reduzida seriam beneficiados com o projeto. Durante a regulamentação pela prefeitura, seriam definidas as sanções aplicáveis em caso de descumprimento das regras.

Para o autor do projeto, Ivan Martins, a proposta é preventiva, tendo em vista o crescimento do município. De acordo com ele, mesmo que as estruturas atuais supram as demandas da cidade, com um crescimento estimado pelo vereador em até 2,5 mil pessoas ao ano, é provável que as agências bancárias necessitem de adaptações.

O vereador destaca a validade da medida, em caso de aprovação, tanto para novas unidades bancárias quanto para casos de ampliações das atuais. “Precisamos olhar o lado desses clientes e usuários e já proteger estas pessoas, garantir esta acessibilidade”.

Pensamento no futuro
Segundo o parlamentar, a medida não impõe custos extras com a aplicação da medida e deve trazer mais praticidade para quem depende dos serviços. A motivação para criar a proposta, lembra, veio ao prestar atenção nas estruturas atuais dos bancos de Brusque.

Na avaliação do parlamentar, com os prédios existentes e o crescimento da cidade, tendência é que haja a necessidade de ampliações.

Panorama do setor
O presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Brusque e Região (SEEB), Mário Dada, destaca que a maioria das agências bancárias atuantes no município já possuem sua estrutura adaptada para facilitar o atendimento ao público.

De acordo com ele, em todas as unidades onde há algum tipo de atendimento no segundo pavimento, há elevadores disponíveis. Em geral, descreve, já houve avanços quanto a acessibilidade. “Acredito que nos bancos que falte, seja muito pouco”.

O panorama, afirma, também é resultado de uma mobilização da categoria, há cerca de oito anos. Na época, além do elevador para permitir o acesso do público com mobilidade reduzida, era solicitada a colocação de rampas e banheiros adaptados.

Segundo o presidente, a preocupação maior do grupo está relacionada à capacidade de atendimento dos bancos locais. O sindicato começou a organizar reuniões com representantes dos setores de Recursos Humanos de, pelo menos, dois bancos com atuação na cidade para indicar a necessidade de aumento de atendentes.

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