Reunião discute problemas no residencial Minha Casa, Minha Vida do Cedrinho

Representantes do Corpo de Bombeiros falaram sobre as falhas de segurança que encontraram no local

Reunião discute problemas no residencial Minha Casa, Minha Vida do Cedrinho

Representantes do Corpo de Bombeiros falaram sobre as falhas de segurança que encontraram no local

A comissão especial da Câmara de Vereadores que investiga problemas nos residenciais do programa Minha Casa, Minha Vida se reuniu ontem com representantes do Corpo de Bombeiros de Brusque, para tratar das vistorias realizadas pelo órgão nos locais e os problemas de segurança encontrados.

A reunião foi convocada porque, no ano passado, diversas vezes foram noticiados problemas na estrutura dos residenciais populares, inaugurados em 2013. No Limeira, a reclamação é com relação a rachaduras nos apartamentos. No Cedrinho, caso mais grave, o problema maior são os constantes vazamentos na tubulação de gás, que seguidamente colocam em risco os moradores.

Jackson de Souza, tenente do Corpo de Bombeiros, disse que após constatados os vazamentos, uma manutenção emergencial foi contratada pelo síndico do condomínio do Cedrinho, que resolveu os problemas no primeiro momento. No entanto, segundo Souza, diversos apartamentos ficaram sem gás nesse tempo. Aliás, alguns ainda estão.

“Alguns apartamentos não podem fazer uso de gás até serem consertados. O problema deve estar na rede secundária, da entrada do apartamento até o ponto de consumo”, afirma o tenente.

“Não era para incomodar tão cedo”

O cabo Solfiati, que realizou vistorias in loco no residencial do Cedrinho, afirma que lá há um problema generalizado, no que se refere à manutenção preventiva contra incêndios, não só nos sistema de gás, mas também na manutenção de extintores e no sistema hidráulico.

Segundo Solfiati, o problema de gás não foi encontrado no residencial Sesquicentenário, no bairro Limeira, somente no Cedrinho. No entanto, ele opinou que a instalação de gás feita no Cedrinho é bem inferior à qualidade que costuma encontrar em vistorias realizadas em imóveis privados.

“A gente constata que o sistema de gás dificilmente vai começar a incomodar tão cedo como aconteceu neste caso. O habite-se foi concedido em 2012, estamos em 2016 e já está apresentado problemas. É difícil uma instalação de gás, quando é bem feita, que incomode antes de cinco anos. Como bombeiro, nos assusta ver que já está dando problema”, afirma o cabo Solfiati.

Construtora será intimada a se explicar

Moradores relataram à comissão que a construtora Cittá, que executou a obra dos residenciais, não responde aos pedidos de revisão feito por moradores.

Eles contrataram uma advogada para acionar judicialmente a construtora, isso porque eles não podem executar muita coisa por conta própria, sob o risco de perder as garantias legais que têm sobre os imóveis.

Moacir Giraldi (PTdoB), presidente da comissão especial, disse que a Cittá vai ser intimada a vir até a Câmara de Vereadores prestar esclarecimentos. “Ela vai ter que explicar que material foi usado”, afirmou Giraldi, que adiantou, ainda, que o Legislativo pedirá uma perícia no prédio, para atestar a qualidade do material usado no sistema de gás.

Integram a comissão especial, além de Giraldi, André Rezini (PPS), Claudemir Duarte (PT), o Tuta, Ivan Martins (PSD) e Edson Rubem Müller (PP), o Pipoca.

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