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Rock na Praça e o retorno das bandas aos palcos em Brusque

20ª edição do evento aconteceu neste sábado, 4

Depois de um hiato de um ano, o Pavilhão da Fenarreco voltou a ser palco do Rock na Praça. O evento promovido pela Fundação Cultural e já solidificado em Brusque está em sua 20ª edição. Ao todo, 19 bandas se inscreveram para se apresentar neste ano, e oito foram selecionadas.

A diretora-geral da Fundação Cultural, Zane Marcos, destaca que o evento é o mais consolidado da fundação. “São 20 anos de Rock. Seria o 21º se não tivesse ocorrido a Covid-19 no ano passado. Então 2020 foi o único ano, dos últimos 20, que não ocorreu o evento”, afirmou.

O Rock na Praça iniciou às 16h com a banda Langnaticos. Composto por três jovens, o grupo surgiu com a pandemia. Os amigos Eduardo Martineghi, Lucas Francisco e Lucas Rebello Bruns criaram a banda durante o período de isolamento, momento é que puderam desenvolver suas músicas e produzir seu primeiro álbum.

Beatriz Coan/O Município

Para o vocalista e guitarrista do grupo, Lucas Rebello, o momento era de empolgação. Ele conta que a banda participou de outros eventos da Fundação Cultural, como o Ensaio Livre Beira Rio, e foi possível perceber a energia do público. “Dá para ver que o público está louco para ver as bandas tocando de novo, então estamos bem empolgados.”, afirmou.

Para a segunda banda do dia, a Witches Town, esse não é o primeiro show pós pandemia. O grupo voltou aos palcos na semana passada em Tubarão, no Sul de SC. Mas o Rock na Praça marcou o retorno das apresentações na região onde a banda surgiu.

Beatriz Coan/O Município

A Witches Town, que existe desde 2018, tem sua composição espalhada pelo Vale do Itajaí. Os ensaios acontecem em Itapema, no estúdio do baterista. Mas quem trouxe a banda para Brusque foi Welingtton Conte, o baixista. “Como só eu sou de Brusque, o pessoal da cidade não conhece muito. Essa é a oportunidade de mostrar o nosso som para eles.”, contou.

Welingtton também destaca que “Todo mundo está muito ansioso e esperando por isso há muito tempo”. A banda também aproveitou o período longe dos palcos para produzir seu novo EP chamado “Black Pestilence”, que significa peste negra.

Já os experientes em Rock na Praça, Raging War, voltam mais receosos para os palcos. O guitarrista Wellington Rodrigues destaca a preocupação do atual cenário da Covid-19. “O mais importante para nós é a segurança de todos. Agora com essas novas variantes é muito preocupante, porque quase todo mundo da banda perdeu familiares. Ficamos preocupados”, afirmou.

Beatriz Coan/O Município

A banda, que gravou seu primeiro EP ao vivo na edição de 2017 do evento, foi a última a se apresentar neste sábado. Ao longo dos anos, a Raging War lançou novas músicas e álbuns e a última, também, foi produzida durante a pandemia.

As bandas Morenas Azuis, Stall The Orange, As Palavras Queimam, Pétala Quinto & Os Alomorfes e In Pace também se apresentaram no evento. O evento teve como ingresso a doação de um quilo de alimento.

Retorno do público

Assim como as bandas, o público também estava sedente por show. O roqueiro Alberto Francisco Rossinski, de 31 anos, comparece ao evento desde as primeiras edições. Em outros anos ele subia aos palcos para tocar, mas atualmente marca sua presença somente em meio ao público.

Alberto diz que estava ansioso com o retorno dos shows e que o evento é muito importante para quem gosta de rock. “Esse espaço, pra quem passa talvez o ano inteiro sem ter onde expor seu trabalho, é uma oportunidade de mostrar essa cultura. E depois da pandemia é ainda mais importante esse espaço”, disse.

Beatriz Coan/O Município

A proximidade com as bandas foi possível ao longo do período de isolamento graças às redes sociais, mas Alberto destaca que “nada se compara com ver ao vivo”. Apesar da ansiedade em voltar a assistir shows, ele e sua companheira optaram por manter uma certa distância do público em geral. Ele diz que buscam evitar possíveis aglomerações.


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