Salão de festas causa divergências no Jardim Maluche

Empresário recebeu alvará de construção, mas agora não consegue alvará de funcionamento

Salão de festas causa divergências no Jardim Maluche

Empresário recebeu alvará de construção, mas agora não consegue alvará de funcionamento

A abertura de um salão de festas no Jardim Maluche está causando divergência entre a prefeitura e um empresário da cidade. Com a situação em um impasse, o vereador Alessandro Simas (PR) apresentou um projeto no fim do ano passado para alterar algumas partes do Plano Diretor do bairro e regularizar a situação.

A história de Antônio Carlos Teixeira para a abertura do salão de festas e buffet iniciou em 2012. Nesse ano, ele conseguiu o alvará de construção com o Instituto Brusquense de Planejamento (Ibplan). Começou então a erguer o edifício onde funcionará o Óphera, que fica perto da rotatória da Apae, na rua Hugo Schlösser.

Até aí tudo bem, mas no ano passado Teixeira pretendia realizar um show com o cantor Armandinho no seu estabelecimento – que ainda não está acabado – e o Ibplan impediu a realização sob a alegação de que esta atração não é permitida naquela localidade do Maluche, Zona 4. De acordo com o diretor-presidente do Ibplan, Laureci Serpa Júnior, o documento de viabilidade que foi concedido em 2012 era para as atividades de salão de festas e buffet, mas não permitia casas noturnas, boates e atividades afins.

Em 2013, o caso emblemático da divergência aconteceu. Teixeira pretendia realizar uma festa com um show do cantor Armandinho, mas acabou impedido. O diretor-presidente do Ibplan afirma que o órgão ficou sabendo “por comentários” que o evento estava marcado e “atuou preventivamente”, porque não é permitido naquela localidade casas de shows.

“Acabei tendo que transferir o show para o pavilhão [Maria Celina Vidotto Imhof] e levei um grande prejuízo”, diz o empresário. “Eu sigo a lei, e a legislação hoje não permite este tipo de atividade naquela região”, justifica Serpa Júnior.

Prefeitura e empresário têm interpretação diferentes da consulta de viabilidade concedida lá em 2012. Para o empresário, ela permitia que ele abrisse o estabelecimento e começasse a trabalhar. Já o diretor-presidente explica que na verdade o alvará de construção é uma etapa e que o alvará de funcionamento não é garantido. Em 2013, diz Serpa Júnior, o empresário solicitou o alvará de funcionamento, porém ele foi indeferido porque a atividade não é permitida no Plano Diretor do Jardim Maluche.

Sem a certeza de se conseguirá ou não abrir as portas, o empresário diz que desacelerou o ritmo da obra e espera que o projeto de Alessandro Simas seja aprovado na Câmara de Vereadores quando acabar o recesso.  Segundo ele, o show seria uma exceção e na verdade o seu empreendimento será focado em casamento, comunhões e outros tipos de celebrações mais calmas.

Investimentos

Para Teixeira nem se trata de uso, porque ele colocou revestimento acústico no estabelecimento para perturbar menos o bairro. “Não quero criar confusão, por vivemos em comunidade, mas as igrejas no bairro fazem mais barulho”, argumenta ele. O empresário também diz que o volume de veículos não será acima do normal do que o Maluche não suporte.

Projeto

Simas diz que ficou sabendo do caso e resolveu prestar apoio ao empresário porque “ele colocou tudo o que tinha para abrir aquele negócio”. Segundo projeto de lei ordinária de Simas, o trecho de cerca de 400m em que está localizado o Óphera passará a permitir casas de shows, salão de festas. “É uma região já consolidada, tem as igrejas e o comércio. É um trecho pequeno que não trará prejuízo”, diz.

O projeto deu entrada na Câmara de Vereadores em 10 de dezembro de 2014 e deverá entrar em pauta em breve. Contudo, antes da aprovação final Simas diz que será feita uma audiência pública para deliberar sobre a alteração. Teixeira se mostra confiante na aprovação.

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