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Vape nas escolas: 22 ocorrências são registradas em Brusque e região em 2025

Prática é mais frequente entre adolescentes de 13 a 17 anos

O uso de cigarros eletrônicos, popularmente conhecidos como vapes, entre adolescentes, já deixou de ser um comportamento isolado e passou a representar um desafio para as escolas de Brusque e região.

Somente neste ano, as escolas estaduais de Brusque e região registraram 22 ocorrências envolvendo vape, todas devidamente inseridas no Núcleo de Educação, Prevenção, Atenção e Atendimento às Violências na Escola (Nepre), mecanismo que garante transparência e acompanhamento dos casos. Segundo a Coordenadoria Regional de Educação (CRE), a prática é mais frequente entre adolescentes de 13 a 17 anos.

Como a escola lida

Em conversa com o jornal O Município, a coordenadora Regional de Educação, Flávia d’Alonso, explica que a identificação de estudantes utilizando vape ocorre por diferentes meios.

“Algumas escolas contam com sistema de câmeras, e a direção, juntamente com a equipe pedagógica, realiza acompanhamento diário da rotina dos estudantes. Em determinadas situações, os próprios alunos comunicam ou denunciam práticas inadequadas”, afirma Flávia.

Quando há suspeita ou confirmação do uso, a unidade escolar aciona o coordenador do Nepre da unidade e realiza o registro no sistema, que é automaticamente encaminhado ao Nepre da coordenadoria, para acompanhamento. Paralelamente, são promovidas ações preventivas, como campanhas de orientação e sensibilização.

“Além disso, a escola convoca os responsáveis para esclarecimentos e, quando necessário, encaminha o caso ao Conselho Tutelar e à Polícia, garantindo que todas as medidas legais e pedagógicas sejam adotadas”, ressalta a coordenadora.

Ela afirma que as escolas também desenvolvem as ações pedagógicas necessárias voltadas à orientação e prevenção, reforçando que a participação da família é essencial para a conscientização e mudança de comportamento.

Procedimentos adotados

Quando um vape é apreendido na escola, são seguidos os seguintes procedimentos: a direção comunica imediatamente os pais ou responsáveis e realiza orientação direta ao estudante envolvido. Em seguida, o registro é feito no sistema Nepre e encaminhado ao Nepre/CRE para acompanhamento. Também é feito boletim de ocorrência e o encaminhamento ao Conselho Tutelar.

Dependendo do caso, o estudante e sua família podem ser direcionados para atendimento na rede de proteção, incluindo acompanhamento psicológico, quando necessário.

Além disso, a escola promove ações de prevenção e formação, buscando esgotar todos os recursos pedagógicos para conscientizar tanto a comunidade escolar quanto as famílias.

Flávia destaca que o aluno envolvido não recebe punição. Nesses casos, a escola adota medidas de orientação e prevenção, além de comunicar os pais ou responsáveis. Também é feita a entrega do vape à Polícia Militar, conforme previsto nos protocolos.

Ações educativas e preventivas

As escolas desenvolvem ações educativas e preventivas sobre o tema, trabalhando a orientação e a conscientização dos estudantes quanto aos prejuízos à saúde.

O assunto integra os temas transversais preventivos da Proposta Curricular de Santa Catarina, sendo abordado de forma contínua ao longo do processo formativo, segundo a coordenadora.


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