Acusação de assalto termina com suspeita de assédio sexual envolvendo adolescente

Caso ocorrido na madrugada deste sábado, 6, mobilizou a Polícia Militar

Acusação de assalto termina com suspeita de assédio sexual envolvendo adolescente

Caso ocorrido na madrugada deste sábado, 6, mobilizou a Polícia Militar

Um caso inusitado aconteceu na madrugada deste sábado, 6, na avenida Cônsul Carlos Renaux, no Centro de Brusque. Populares acionaram a Polícia Militar por volta das 2h40, informando que um homem armado de faca tinha assaltado em uma quitinete e possivelmente a vítima estava ferida, pois ouviram muitos gritos e pedido de socorro. O suspeito estava trajando um short amarelo e teria levado um celular e R$ 50.

Várias guarnições foram mobilizadas e imediatamente, nas proximidades do local dos fatos, o suspeito foi abordado e identificado como sendo um menor de 17 anos. Com ele a PM localizou o celular Samsung J5, mas o dinheiro e a faca não foram encontrados. Foi a partir daí que os fatos ganharam nova versão.

O adolescente alegou que conheceu a suposta vítima e, convidado por ela – um homem de 38 anos que trabalha como recepcionista -, teriam seguido até a residência onde teria sofrido assédio sexual com proposta para que deixasse o dono da quitinete fazer sexo oral. Com a negativa do adolescente, os dois se agrediram e o menor fugiu, levando o celular do homem. No entanto, ele negou que tenha praticado o roubo e se apossado dos R$ 50.

Os dois foram encaminhados à delegacia, inclusive o menor apresentava ferimentos pelo fato de ter quebrado o vidro da porta de acesso ao residencial e também a porta de uma clínica dentária.

Questionado sobre a versão do adolescente, o homem de 37 anos assegurou que é heterossexual e que costuma fazer amizades e “confiar demais” nas pessoas, negando ter assediado o menor, mas confirmando que em seu celular tem vídeos de sexo.

Ele inclusive estava aguardando mais dois adolescentes, amigos de longa data, que ficaram na balada e retornariam para dormir em sua quitinete. Enquanto ele aguardava os procedimentos na delegacia, os amigos foram procurá-lo, assustados por encontrarem a casa revirada e com manchas de sangue na porta de acesso ao apartamento.

O complexo caso que agitou a segurança pública na madrugada gerou um boletim de ocorrência por vias de fato mútua e apropriação indébita. Após serem ouvidos, o maior de idade foi liberado e o menor seria entregue a um responsável legal. Ele já teve passagem policial por ameaça e o caso será apurado por meio de um processo.

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