Tradição no Dia de Finados, brusquenses visitam familiares nos cemitérios

Parque da Saudade, no Azambuja, esteve movimentado na manhã de sexta

Tradição no Dia de Finados, brusquenses visitam familiares nos cemitérios

Parque da Saudade, no Azambuja, esteve movimentado na manhã de sexta

Nesta sexta-feira, 2, os brusquenses não deixaram de tomar parte na tradição religiosa do Dia de Finados. Muitos saíram cedo de suas casas para homenagear os entes queridos que não estão mais aqui, participar das missas, relembrar os familiares e até mesmo para fazer a limpeza dos túmulos e jazigos.

O cemitério Parque da Saudade, no Azambuja, esteve movimentado por conta do feriado. Durante a missa da manhã, fiéis estavam do lado de fora da capela, que estava lotada. Muitos faziam orações próximo aos túmulos e acendiam velas no oratório.

Pessoas fizeram momentos de oração pelos entes queridos | Natália Huf

Valdemira de Jesus é uma das pessoas que não deixou de fazer uma visita ao local onde estão enterrados seu pai, madrasta, irmãos e outros familiares. “Gosto de ir na missa de manhã. A limpeza eu fiz na segunda-feira, minha cunhada também ajudou a enfeitar”, conta.

Porém, não é só nesta data especial que ela visita as sepulturas: “Eu vou a igreja toda segunda-feira e aproveito para ver meus familiares. Sinto muita saudade, faz seis anos que meu pai faleceu e, quando venho aqui, parece que consigo vê-lo. Faz falta pra mim quando não consigo vir”.

Maria de Lourdes Souza e o marido Linesio vão juntos ao cemitério para fazer a limpeza dos jazigos da família. “Tenho esse costume desde criança, minha mãe ensinou e venho até hoje”, conta Maria. Ela e o esposo se ajudam na limpeza e ela gosta de acompanhar a missa.

Maria de Lourdes e Linesio se ajudam na limpeza das sepulturas de familiares | Natália Huf

Outra família que tem como tradição essa visita aos entes queridos é a de Cirian Crispim, que levou o filho Benjamin, de 3 anos, ao Parque da Saudade. “Mesmo sendo criança, ele entende bem o que estamos fazendo”, diz. Anualmente, nesta data, eles limpam, trocam as flores e acendem uma vela nos túmulos de seu pai e de seus avós.

Assim como eles, Roseli Coelho de Oliveira foi com o pai, a filha e os netos prestar homenagem aos familiares. Eles visitam os túmulos de sua mãe e seus avós com frequência e fizeram a limpeza do local antes do feriado. Apenas o neto mais velho, de 13 anos, conheceu a mãe de Roseli, mas a mais nova, que tem pouco menos de três anos, sabe que esta data é um dia especial para “visitar a vózinha”.

Marina Mazzolli Rosenbrock e a sogra, Wanda Rosenbrock, também vão todo ano ao cemitério e visitam os pais de Wanda e também um filho que ela teve que faleceu ainda criança. “Dessa vez fizemos a limpeza no dia mesmo, e vamos na missa amanhã ou domingo”, conta Marina.

As duas tem um dia cheio: depois do Parque da Saudade, irão aos cemitérios do bairro Águas Claras, onde estão familiares de Marina, e também a São João Batista, onde jazem parentes de Wanda.

Comércio movimentado
Quem visita o cemitério no Dia de Finados encontra também comerciantes que fazem a venda de flores, naturais ou artificiais, para embelezar as sepulturas. As barraquinhas ficam montadas a partir do dia 30 de outubro.

Um dos vendedores é Gilmar Serafim Machado, da Lilly Flores. Durante o ano, a floricultura atende apenas por meio online, porém, às vésperas do feriado, passa a ter espaço físico próximo ao cemitério.

Há 20 anos, Lilly Flores monta barraca próxima ao cemitério no Dia de Finados | Natália Huf

“Trabalhamos só com flores naturais. Muitas pessoas se surpreendem, pensam que não iríamos ter flores e arranjos no dia e trazem de casa, mas estamos aqui há 20 anos e as vendas estão boas”, diz.

As flores mais pedidas são os crisântemos, tanto pela durabilidade quanto pelo preço acessível, e também as mudinhas de plantas para os “jardins” que enfeitam muitas das sepulturas. “Temos opções para todos os gostos. Fazemos arranjos e tudo o que a gente faz, vende.”

Irene Hechert também possui uma venda de flores, e trabalha com as artificiais. A barraquinha é montada no cemitério há cerca de dez anos. “Vendemos flores avulsas, vasos e velas. Muita gente traz de casa, mas muitos aproveitam para comprar aqui.”

Irene e Vânia vendem flores artificiais | Natália Huf
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