Redução de acidentes: saiba quantos alunos foram formados no curso de autopropelido em Brusque em 2025
Manual de conduta para alunos é novidade para 2026
O curso de autopropelido formou 320 alunos em Brusque em 2025. Ao todo, foram realizadas 12 turmas. O objetivo da prefeitura é capacitar condutores e reduzir o número de acidentes causados por falha humana.
Todo o curso é custeado pela Secretaria de Trânsito e Mobilidade de Brusque (Setram), por meio de verbas públicas, inclusive de multas.
O ex-secretário de Trânsito e Mobilidade, Emerson Andrade, informou antes de deixar o cargo que já há lista de inscrição para janeiro e fevereiro, mas que a formação das turmas e as datas das aulas variam conforme a disponibilidade dos alunos.
Cada turma deve ter, no mínimo, 20 participantes. Neste ano, a prefeitura também irá entregar um manual de conduta como material de apoio às aulas teóricas.
“Esse manual servirá como instrumento para quem faz o curso, mas também para quem está dentro de casa. O aluno pode usá-lo como orientação para outras pessoas”.
Emerson explica que não é possível saber quantos condutores desse tipo de veículo existem no município, já que a legislação não exige o registro de autopropelidos.
“Ele é equiparado a uma bicicleta, então não há como ter esse registro. Além disso, outro problema que enfrentamos é que esses equipamentos podem ser comprados pela internet de qualquer lugar do mundo. Por isso, não conseguimos dizer quantos veículos foram vendidos em Brusque para a população”, diz.
Ele afirma que, após a implantação do curso, a secretaria não registrou novos acidentes com vítimas com lesões graves. No entanto, isso não indica, necessariamente, uma redução nos casos, já que, muitas vezes, apenas um órgão de segurança é acionado, como o Corpo de Bombeiros.
“Isso não significa que resolvemos os problemas. Tenho certeza de que ainda haverá pessoas que irão circular sem capacete e menores utilizando o equipamento. Por esses motivos, mantemos a fiscalização”, afirma.
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Toque aqui e entreO curso é reconhecido como referência nacional. Segundo o secretário, Brusque foi o primeiro município do Brasil a oferecer esse tipo de capacitação. Emerson relata que, após o início do curso, outras cidades passaram a estabelecer regras, como o uso de capacete e a idade mínima de 16 anos.
“Nós fomos além e exigimos um curso de capacitação, porque quem está morrendo é quem não sabe usar. Como fiscalizador por 30 anos e instrutor de trânsito, digo que 90% dos acidentes acontecem por falha humana. As pessoas trocaram a bicicleta por um equipamento que tem acelerador, mas não sabem conduzir”, afirma.
Como exemplo, Emerson cita o acidente com uma bicicleta elétrica que resultou na morte da adolescente Isabelly Sicsu Azevedo, de 14 anos.
A primeira turma de 2026 foi iniciada nesta semana. A atividade reuniu mais de 40 alunos e foi realizada na Câmara de Vereadores.
A turma marca o início das formações do ano e apresenta um diferencial em relação às edições anteriores. Pela primeira vez, os alunos passam a utilizar o manual do autopropelido, material educativo desenvolvido pela Setram para apoiar o processo de formação dos condutores.