Pe. Adilson José Colombi

Professor e doutor em Filosofia - [email protected]

Últimas fotos do Titanic

Pe. Adilson José Colombi

Professor e doutor em Filosofia - [email protected]

Últimas fotos do Titanic

Pe. Adilson José Colombi

Quem fez as últimas fotos do Titanic? Poucos sabem. Por que são tão importantes? Afinal, elas são uma relíquia de uma obra de arte da inteligência e da engenharia humana. Apesar de terem mais de cem anos, ainda são lembradas com frequência. Mas, afinal, quem as fez? Quem deixou essa recordação histórica para todos nós? E, porque são tão preciosas? Porque são a última recordação do Titanic. Só para lembrar, o Titanic: é o navio de luxo Royal Mail Ship (RMS) Titanic – ou simplesmente Titanic – que afundou na noite de 14 de abril de 1912 no Oceano Atlântico, na sua parte norte, durante a viagem inaugural do transatlântico. Das mais de 2.200 pessoas a bordo do navio, 1.514 morreram no naufrágio.

O Titanic é talvez o navio mais estudado e discutido da história. No entanto, mesmo os maiores fãs do Titanic podem não saber que aquela que provavelmente foi a última foto tirada do navio na superfície foi tirada por um padre jesuíta que era fotógrafo. Seu nome é padre Francis Browne, nascido na Irlanda em 1880. Estudou no Instituto Jesuíta de Teologia e Filosofia de Milltown, e foi ordenado em 1915 pelo bispo de Cloyne, dom Robert Browne, seu tio, por quem foi criado desde a infância depois da morte precoce de seus pais.

Dom Browne deu ao sobrinho a sua primeira câmera, e ele se tornou um fotógrafo famoso, com um portfólio que incluía uma coleção de fotografias da Primeira Guerra Mundial, na qual serviu como capelão. Durante esse conflito, Browne sofreu ferimentos graves em um ataque com gás e foi condecorado com a Cruz Militar por seus esforços.

No entanto, suas contribuições mais famosas para a fotografia mundial são, sem dúvida, suas fotografias do Titanic, entre as poucas que capturaram a vida a bordo do transatlântico antes de seu naufrágio. O padre jesuíta Browne embarcou no Titanic depois que seu tio, dom Browne, deu-lhe de presente, segundo sua afirmação, “a viagem da sua vida” na forma de um cruzeiro de dois dias no Titanic. O padre jesuíta navegou de Southampton, na Inglaterra, para Queenstown, na Irlanda, onde desembarcou antes do término da viagem do navio.

Enquanto estava no navio, ele fez amizade com um casal americano rico que se ofereceu para comprar-lhe a passagem para viajar aos EUA e completar o trajeto do navio. Como era religioso, precisava do consentimento do seu superior. Então, enviou um telegrama ao seu superior jesuíta pedindo permissão. Em Queenstown, o padre recebeu uma resposta dizendo: “SAIA DESSE BARCO”. Browne guardou essa mensagem para o resto de sua vida.

Ao desembarcar em Queenstown que o padre capturou aquelas que provavelmente foram as últimas fotos do navio acima da superfície da água. Além das imagens finais do Titanic, Browne tirou muitas fotos da vida a bordo do transatlântico, incluindo as últimas imagens conhecidas de muitos dos membros da tripulação, como o capitão Edward Smith.

O padre também tirou a única fotografia conhecida da sala de rádio do Titanic, de onde os operadores sem fio do navio transmitiram mensagens SOS desesperadas na noite de 14 para 15 de abril, até poucos minutos antes do navio afundar.

Em sua história, talvez o “fato mais interessante” sobre Browne não é sua presença no transatlântico histórico, mas que ele agora é reconhecido como “um dos maiores fotógrafos do mundo de todos os tempos”, com um portfólio de quase 42 mil imagens.

Sua coleção de fotografias do Titanic, disse O’Donnell, não é apenas interessante por causa de sua raridade histórica, mas também porque representa “o primeiro trabalho feito pela mão de um homem que se tornou um mestre na arte da fotografia”.

Depois da sua morte em 1960, Browne foi aclamado como um “homem corajoso e gentil” que “teve uma grande influência para o bem”, amado tanto pelos seus amigos católicos como pelos protestantes.

Colabore com o município
Envie sua sugestão de pauta, informação ou denúncia para Redação colabore-municipio
Artigo anterior
Próximo artigo