Vacina contra meningite continua em falta nas unidades de saúde de Brusque

De acordo com secretário Humberto Fornari, o problema é generalizado, já que as doses são distribuídas pelo Ministério da Saúde

Vacina contra meningite continua em falta nas unidades de saúde de Brusque

De acordo com secretário Humberto Fornari, o problema é generalizado, já que as doses são distribuídas pelo Ministério da Saúde

A vacina meningocócica C, que protege contra a meningite, continua em falta nos postos de saúde de Brusque. A situação vem acontecendo desde julho e ainda não há previsão de quando será normalizada.

O secretário de Saúde de Brusque, Humberto Fornari, diz que o problema não acontece só na cidade, mas em todo o país, já que a distribuição das doses é feita pelo Ministério da Saúde.

Com isso, bebês que deveriam receber a dose aos três meses de idade ainda não foram vacinados. “Meu bebê completou três meses no dia 5, desde antes estou ligando para tentar agendar a vacina, mas não consegui. Pediram pra ligar dia 10, liguei e falaram que não tem previsão”, diz uma mãe que preferiu não se identificar.

Ela procurou a vacina na Policlínica e também na Unidade de Saúde do bairro Jardim Maluche. “É complicado porque falam tanto da importância da vacinação e chega na hora que precisa vacinar e não tem vacina”, destaca.

Fornari diz que a vacina até tem chegado em alguns postos, mas com um volume bem abaixo da demanda. “Temos uma demanda de 10 por semana e tem vindo duas ou três e isso que tem acarretado a dificuldade para os pais”.

O secretário afirma, entretanto, que os bebês que não conseguem a dose entram em uma espécie de fila de espera e assim que novas vacinas chegam, as enfermeiras da unidade de saúde entram em contato com esses pais”.

De acordo com ele, a meningocócica C pode ser dada aos bebês a partir dos três meses de idade, com a segunda dose aos cinco meses e uma dose de reforço com um ano. Entretanto, ele diz que esta é uma das vacinas que não causam problema à criança em caso de atraso na dose, ao contrário da BCG e da vacina contra o sarampo, por exemplo.

Rede privada também teve falta
A vacinadora da Magna Vacinas (antiga Bravacina), Elaine Bieseck, destaca que a empresa também teve períodos de falta da vacina contra a meningite, o que ela considera um reflexo da situação na rede pública, já que a procura pela dose aumentou consideravelmente.

De acordo com ela, a vacina ACWY para crianças a partir de nove meses de idade, está sem falta. Já a ACWY, para crianças a partir de três meses, deve chegar nesta semana. Segundo ela, esta vacina protege contra vários tipos de meningite, incluindo a meningite tipo C, que é o foco da meningocócica oferecida na rede pública. “A nossa vacina é uma dose reforçada, que protege de outros subtipos”, diz.

Na Magna Vacinas, a dose custa R$ 365.

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