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José Francisco dos Santos

Mestre e doutor em Filosofia pela PUC/SP, é professor na Faculdade São Luiz e Unifebe, em Brusque e Faculdade Sinergia, em Navegantes/SC e funcionário do TJSC, lotado no Forum de Itajaí/SC.

Ah… quantas ilusões!

José Francisco dos Santos

Mestre e doutor em Filosofia pela PUC/SP, é professor na Faculdade São Luiz e Unifebe, em Brusque e Faculdade Sinergia, em Navegantes/SC e funcionário do TJSC, lotado no Forum de Itajaí/SC.

Ah… quantas ilusões!

José Francisco dos Santos

O título do artigo é tirado da música “Messias Indeciso” de Raul Seixas, na qual ele faz elucubrações psicodélicas (sua especialidade!), baseadas no livro “Ilusões”, de Richard Bach. Não interessa agora o conteúdo do livro, nem da música, mas o refrão cantado por Raul serve bem para embalar as inúmeras cortinas de fumaça criadas pelos seguidores de Lula no período próximo e imediato à sua condenação no TRF4. Aliás, o próprio silêncio dos que ameaçavam colocar o país de pernas pro ar já dá gás para o refrão da música. Afinal, tão logo foi dado o veredicto, os revolucionários que iriam aterrorizar o país tomaram o caminho de casa (aliás, eu adoraria saber o destino dos integrantes do MST!).

Vocês se lembram que membros do Partido dos Trabalhadores estiveram na frente da sede da Globo, no Rio de Janeiro, protestando no dia do julgamento? Pois bem, vamos analisar esse fenômeno em particular. É lugar comum para os lulistas e associados malharem a Rede Globo como sua inimiga e aliada da “zelite branca”. Mas o fato é que Lula sempre foi superprotegido pela Globo e por todas as grandes empresas de jornalismo. Quando a Lava Jato chegar pesado no BNDES, certamente conheceremos melhor essas conexões. Quando estourou o mensalão, sua imagem foi estrategicamente dissociada dos demais “companheiros”, pegos com a boca na botija. Ora, eu escrevi aqui, no Município, há muitos anos, que nem criancinha que espera papai Noel acreditava que Lula não sabia do mensalão, mas toda a imprensa nacional ignorou essa obviedade, afinal, se Lula não sabia da roubalheira dos seus companheiros, então ele seria um imbecil completo, e não o líder mítico criado por seus adoradores. Mas todo mundo pegou leve com ele. Até a oposição e inclusive a Globo. Aliás a emissora é a grande divulgadora da revolução cultural, estratégia fundamental dos revolucionários de esquerda.

O jornalista e filósofo Olavo de Carvalho, o principal intelectual brasileiro das últimas décadas, denunciava sozinho, há mais de vinte anos, o Foro de São Paulo, criado por Lula, Fidel e Hugo Chaves, com a participação do narcotráfico da Colômbia, para que o socialismo dominasse toda a América Latina. Mas, apesar dos encontros periódicos, da movimentação de lideranças, das atas das reuniões e tudo mais, nenhum, repito, nenhum veículo de imprensa do país “percebeu” o que se passava. É impressionante como jornais rivais, como a Folha e o Estadão, por exemplo, sequer se preocuparam em concorrer para tão expressivo furo jornalístico. Na campanha eleitoral de 2002, José Serra tinha em mãos documentos que atestavam os acordos de Lula com o narcotráfico, via Foro de São Paulo, mas preferiu deixar quieto, e deu a presidência de bandeja para o petista. Ou seja, Lula vinha sendo protegido por todos, mesmo pelos que, estrategicamente, gosta de chamar de inimigos.

Essa imagem de perseguido é mais uma ilusão do lulopetismo, especialmente quando todas as máscaras caem. Qual será o próximo capítulo?

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