Alunos de escola de Brusque produzem vídeo a partir do livro “Tragédia e Mistério na Vila Renaux”

Projeto foi desenvolvido durante a 1ª Semana de História da escola; vídeo foi apresentado no começo deste mês

Alunos de escola de Brusque produzem vídeo a partir do livro “Tragédia e Mistério na Vila Renaux”

Projeto foi desenvolvido durante a 1ª Semana de História da escola; vídeo foi apresentado no começo deste mês

Cerca de 20 alunos do oitavo ano da Escola de Ensino Fundamental Professora Isaura Gouvêa Gevaerd tiveram uma experiência diferente e marcante em julho. Eles produziram um curta-metragem a partir da pesquisa do livro “Tragédia e Mistério na Vila Renaux”, que foi apresentado no dia 3 deste mês para a comunidade escolar durante a 1ª Semana de História da instituição.

O casarão pertencente à família Milani, no Cedrinho, onde antigamente era um moinho, foi palco da encenação, que retratou minuciosamente o acontecimento de 1949, que até hoje é motivo de conversas e especulações em Brusque.

Vestimentas da época e aspectos peculiares daquela década foram incorporadas à interpretação dos estudantes, que fizeram o teatro baseado no livro, que retrata a morte de Ivo Renaux, empresário bem sucedido, que morreu com um tiro na cabeça. Assim como na obra literária, o curta-metragem deixou dúvidas ao público, já que não se sabe se ele cometeu suicídio ou foi morto. Dagmar, a esposa de Ivo, principal suspeita de sua morte, foi inocentada.

Durante a primeira quinzena de julho os estudantes aprofundaram o estudo sobre o livro e fizeram muitos ensaios para produzir o curta, que foi gravado durante uma manhã. As educadoras sociais da escola, Mariane Dubiella e Francislaine Aparecida Costa de Melo gravaram as cenas e colaboraram com orientações, assim como professores de outras disciplinas, que estiveram envolvidos com o projeto.

Tatiane Ventura, coordenadora pedagógica dos Anos Finais da escola, conta que buscou-se representar fielmente a história, tanto em aspectos estéticos – com o casarão e vestimentas -, como com os detalhes históricos do livro.

“O casarão tem uma escadaria que dava barulho na madeira. Mesmo usando artefatos simples, foi muito real e os alunos conseguiram representar com fidelidade essa história”.

Nathaly Hodecker interpretou Dagmar no curta/ Escola Isaura Gouvêa Gevaerd/Divulgação

Nathaly Hodecker, de 14 anos, do 8º ano, foi a aluna que interpretou Dagmar. Ela diz que no começou foi difícil, por ser um acontecimento de muitos anos atrás e que exigia muita pesquisa. No entanto, juntamente com os colegas foram atrás de materiais para representarem da melhor maneira possível o fato.

“Pesquisamos muitos aspectos para ir montando a história. Vi como era o cabelo da Dagmar na época, peguei roupas da minha avó e aos poucos, ao conhecer melhor a história, tudo foi ficando mais fácil”, diz.

Nathaly destaca que o mais marcante de todo o trabalho foi permanecer na dúvida sobre a morte de Ivo. Além disso, ela afirma que um curta-metragem permite aprender de forma mais clara e organizada o conteúdo, sendo um diferencial no dia a dia escolar.

“Foi muito melhor assim do que fazer trabalhos expositivos, com cartazes, que às vezes ficam mais confusos. Assim, com o teatro, nós entendemos melhor a história e também o público que assistiu”.

Veja o curta-metragem

A semana
A 1ª Semana de História da Escola de Ensino Fundamental Professora Isaura Gouvêa Gevaerd aconteceu de 31 de julho a 3 de agosto e envolveu cerca de 200 estudantes do 6º ao 9º ano. O principal objetivo foi valorizar a história dos 157 anos de Brusque, possibilitando aos alunos conhecer um pouco mais sobre distintos fatos que colaboraram para a construção do município.

A coordenadora pedagógica, Tatiane Ventura, afirma que percebeu-se que a identidade histórica e cultural da cidade abordada no currículo escolar, estava um tanto que distante e esquecida para os alunos dos anos finais do ensino fundamental, público-alvo do projeto.

“Os estudantes não conseguem estabelecer uma conexão entre sua história pessoal e a história coletiva, pois muitos não têm vínculos históricos com a cidade. Existe a necessidade de criar esse vínculo apresentando à eles a história do município e fazendo com que se sintam parte dela”, diz Tatiane, que destaca, que o resultado do trabalho foi positivo.

“A avaliação é muito boa. As crianças aprenderam que é importante saber o que se passou para saber o que vivemos hoje. Tudo é um processo e tudo acontece com o tempo”.

Projetos desenvolvidos na Semana de História
6ºs anos
– Mini museu a partir do estudo da história de Brusque identificando a utilidade das peças para a época. Todas as peças possuem identificação, nome do proprietário, época em que foi utilizada e para que servia;

7ºs anos – A partir dos recortes encontrados diariamente na página 2 do jornal O município, foram construídas maquetes da arquitetura local, obras antigas e atuais que se tornaram referência na cidade;

8ºs anos – Curta-metragem a partir da pesquisa do Livro Tragédia e Mistério na Vila Renaux;

9ºs anos – Conversa café com idosos da comunidade a fim de contarem sobre suas vidas quando jovens como forma de contribuição, compreensão e valorização do tempo histórico.

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