Armas, munições e animais são apreendidos em Guabiruba

Ação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) aconteceu no bairro Lageado Baixo e terminou com um homem preso

Armas, munições e animais são apreendidos em Guabiruba

Ação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) aconteceu no bairro Lageado Baixo e terminou com um homem preso

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) realizou na última segunda-feira, 9, uma ação de combate a crimes contra os animais nativos do Parque Nacional da Serra do Itajaí (PNSI). Durante a operação, foi apreendido farto material associado à caça e ao tráfico de fauna silvestre. O flagrante ocorreu em uma propriedade rural na localidade de Lageado Alto, em Guabiruba, e o responsável pelo local foi preso.

No total, foram encontradas cinco armas de fogo, sendo três espingardas e duas carabinas, centenas de petrechos associados às armas, como cartuchos, chumbo, pólvora e cartucheiras, sete apitos de caça, nove gaiolas, oito armadilhas e duas redes de neblina – dispositivo utilizado para a captura de aves -. Os agentes de fiscalização ainda promoveram a soltura de cinco pássaros e apreenderam 12 carcaças de aves silvestres abatidas.

O responsável pela mercadoria foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil e pagou fiança de cinco salários mínimos. Ele responderá um processo judicial pelo crime ambiental e pela posse ilegal de arma de fogo. Além disso, os analistas ambientais do ICMBio aplicaram multas que somadas chegam a R$ 11 mil.

A operação contou com a participação de servidoras da Coordenação Regional da 9ª região (CR9) de Florianópolis e fez parte do programa de proteção do PNSI, uma Unidade de Conservação (UC) administrada pelo ICMBio, que abrange as cidades de Guabiruba e Botuverá e outras sete cidades do médio vale do Rio Itajaí.

Segundo Mario Oliveira, analista ambiental do ICMBio, o tráfico de animais nessa região é muito mais comum do que se imagina. “Esse é um mercado muito bem organizado e caçadores buscam no local desde insetos raros até animais silvestres, seja para o contrabando como para a venda da carne ou pele. Nós temos interesse em identificar tanto os responsáveis por isso quanto os compradores, que financiam esse tipo de atividade”, revela.

Ele ainda destaca que essa é uma necessidade da ICMBio para preservar a fauna e flora do Parque Nacional da Serra do Itajaí. O local foi criado há 10 anos com o objetivo de proteger florestas em avançado estágio de regeneração do bioma Mata Atlântica em nove municípios catarinenses, incluindo Botuverá, Gaspar e Guabiruba.

Atualmente , o parque é habitat de importante biodiversidade, com destaque para espécies ameaçadas da fauna como o papagaio-de-peito-roxo, gavião-pomba, papo-branco, gato-maracajá, Maria-da-restinga, onça-parda, entre outras.

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