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Casas gêmeas de Guabiruba preservam valor histórico e arquitetônico

Imagens mostram aspectos do projeto e da vida cotidiana mantida ao longo das décadas

O município de Guabiruba construiu, ao longo das décadas, uma identidade profundamente ligada à herança deixada pelos primeiros colonizadores alemães que se estabeleceram no Vale do Itajaí.

Essa influência permanece visível não apenas nos costumes, mas também na arquitetura que resiste ao tempo e continua a compor a paisagem urbana da cidade.

Nesse contexto, inúmeras residências antigas ainda se mantêm de pé, espalhadas por diferentes ruas e bairros, preservando traços construtivos, ajudando a compreender a formação histórica do município.

Mais do que edificações, esses imóveis representam registros materiais de um período marcado por trabalho, família e pela consolidação da vida comunitária.

As casas gêmeas de Guabiruba

Sobretudo, algumas dessas construções se destacam por unir valor histórico e relevância arquitetônica.

Entre elas, duas residências no bairro São Pedro, localizadas lado a lado, chamam a atenção pela simetria e preservação estrutural e pela concepção avançada para a época em que foram erguidas.

Trata-se das chamadas casas gêmeas de Guabiruba, construídas simultaneamente no início da década de 1960 pelos irmãos Bernardo e João Baron.

Ambas seguem o mesmo projeto arquitetônico, com fachadas idênticas e proporções rigorosamente iguais, formando um conjunto raro e singular no município.

casas gêmeas de Guabiruba
Um registro espontâneo que une afeto e arquitetura no cenário histórico/Texto da legenda | Foto: Ciro Groh/O Município

Casamentos e novos lares

Naquele período, os dois irmãos se preparavam para constituir família. Bernardo se casava com Ana Nelita, enquanto João unia-se a Ilona.

A decisão de erguer as casas no mesmo terreno refletiu não apenas uma solução prática, mas também o forte vínculo familiar que marcava a trajetória dos dois.

Além disso, as famílias cresceram como vizinhas imediatas, compartilhando o cotidiano, criando seus filhos e consolidando uma convivência que atravessou gerações.

Embora Bernardo e João já tenham falecido, as cunhadas Ana Nelita e Ilona permanecem residindo nas casas, mantendo viva a história construída ao longo de mais de seis décadas.

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Belezas além das casas

Com efeito, o valor dessas edificações vai além da arquitetura.

Os quintais que cercam as residências são cuidadosamente cultivados, reunindo hortaliças, plantas ornamentais e flores de diferentes espécies.

O cuidado diário com os jardins reforça o vínculo entre passado e presente, transformando o entorno em uma extensão da própria memória familiar.

Nesse cenário, a combinação entre as fachadas preservadas e os espaços externos bem cuidados contribui para a harmonia visual do conjunto, tornando as casas um dos exemplos mais expressivos de preservação residencial em Guabiruba.

Símbolos de Guabiruba

Assim, as casas gêmeas não representam apenas um projeto arquitetônico diferenciado para sua época.

Elas simbolizam a continuidade de valores ligados à família, ao trabalho e ao respeito pela história local, elementos que seguem presentes na identidade do município.

Galeria de fotos

Por fim, a galeria de imagens a seguir amplia esta narrativa e revela, em detalhes, a simetria, a conservação e a singularidade dessas construções que atravessaram gerações.

Em seguida, cada fotografia permite observar aspectos que as palavras não conseguem traduzir integralmente, convidando a um olhar atento sobre um dos patrimônios residenciais mais emblemáticos de Guabiruba.

Fotos: Ciro Groh/O Município

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