Brusque registra maior pico de consumo de energia em dois anos

Volume de 81,67 MVA de energia elétrica foi registrado em 20 de fevereiro devido ao calor intenso

Brusque registra maior pico de consumo de energia em dois anos

Volume de 81,67 MVA de energia elétrica foi registrado em 20 de fevereiro devido ao calor intenso

A subestação da Celesc no bairro Bateas, em Brusque, registrou no dia 20 de fevereiro, às 15h, o maior pico de consumo de energia elétrica do ano: 81,67 MVA (megavolts-ampéres).

Isso quer dizer que nesse horário, havia grande número de aparelhos elétricos ligados. O volume foi um pouco maior do que o recorde de demanda de 2016, de 81,38 MVA, no dia 18 de fevereiro, também às 15 horas. A subestação tem capacidade para atender até 93,34 MVA.

Já na subestação do bairro Rio Branco, o maior pico de demanda de energia foi registrado no dia 18 de janeiro, às 16 horas – 62,13 MVA. O volume é inferior aos dois últimos anos, já que em 18 de fevereiro do ano passado foi assinalado 63,43 MVA às 15h e no dia 12 de março de 2015, às 15h, o pico chegou a 64,47 MVA [ver no detalhe]. A potência instalada nesta subestação é de 80 MVA. Vale lembrar que as subestações atendem, além de Brusque, cargas dos municípios de Guabiruba e Botuverá e uma pequena parte de Gaspar.

Os dados são da Celesc, empresa que distribui e comercializa a energia elétrica em Santa Catarina.

O pico de demanda acontece porque no período do verão as temperaturas ficam elevadas em relação a outras estações e o uso de ventiladores, geladeiras, freezers, ar-condicionados e sistemas de refrigeração em geral fazem aumentar a demanda por energia elétrica nas residências e indústrias.

A demanda, por sua vez, é o somatório das cargas operando no mesmo instante, expresso em quilowatts (kW), que chama-se “demanda de potência”. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), demanda é a potência média solicitada por um equipamento, barramento, subestação, agentes da operação, subsistema ou sistema elétrico, durante um determinado intervalo de tempo.

O gerente regional da Celesc, Cláudio Varella, reitera que há duas questões que explicam o aumento da demanda, especificadamente em Brusque. Ele diz que a primeira está relacionada ao clima e a segunda à produção das indústrias e de estabelecimentos de outros segmentos. Varella diz que Brusque é um município que registra temperaturas muito elevadas no verão. Por isso, são utilizados frequentemente eletrodomésticos, principalmente ar-condicionado e ventiladores. Além disso, a cidade, diferentemente de outras do estado, mantém uma produção elevada nas indústrias mesmo em meio aos reflexos da crise, fazendo com que os mais diversos equipamentos sejam usados intensamente nas indústrias.

Maior pico de SC
A Celesc registrou às 15 horas do último dia 20 de fevereiro o maior pico de demanda de energia elétrica de todos os tempos em Santa Catarina. Com a temperatura na casa de 33°C e com o setor produtivo e sistemas de refrigeração das residências e comércio operando ao mesmo tempo, a quantidade de energia exigida do sistema foi de 4.760,32MW. O volume registrado foi 5,38% maior que a demanda máxima de 2016, ocorrida em 19 de abril daquele ano, e mostra que o desempenho do mercado já supera o de fevereiro de 2014, quando a demanda chegou a 4.744,1MW, com o crescimento de 14,81% em relação a 2013.

O pico da demanda é um indicador que permite aferir o comportamento do mercado a cada 30 minutos, nas 24 horas do dia e é base para o planejamento de todas as obras de ampliação e manutenção do sistema elétrico.

O presidente da Celesc, Cleverson Siewert, diz que o sistema possui capacidade instalada de 7.046MVA e que para atender o pico da demanda, utiliza-se 67,5% da capacidade instalada atualmente.

A Celesc atende 93% do território catarinense e o município de Rio Negro, no Paraná. Sua área de concessão, que corresponde a 1,1% da área geográfica do país, reúne quase 3 milhões de unidades consumidoras, responsáveis pelo 7º maior consumo nacional.

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