Brusquense de 24 anos é aficionado pela cultura e pelo futebol da Argentina

Apesar de nunca ter visitado o país, Célio Bruns Junior é aficionado pelo esporte e a cultura dos argentinos

  • Por Redação
  • 14:00
  • Atualizado às 9:19

Brusquense de 24 anos é aficionado pela cultura e pelo futebol da Argentina

Apesar de nunca ter visitado o país, Célio Bruns Junior é aficionado pelo esporte e a cultura dos argentinos

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A paixão da maioria dos brasileiros fãs do futebol é a seleção nacional, mas essa realidade não se repete na vida do acadêmico de Jornalismo Célio Bruns Junior. O verde, o azul e o amarelo dão lugar ao azul e branco da Argentina e a seleção que roubou o coração do brusquense não é a de Pelé, Tostão, Romário ou Ronaldo, e sim a de Maradona, Crespo, Batistuta e Lionel Messi.

Apesar de ser são-paulino, ele divide a torcida com o tradicional clube argentino River Plate. Essa torcida se traduz em camisas oficiais, artigos e um cachecol do clube. Além de uniformes dos Milionários, Bruns Junior tem também camisas da seleção argentina e até mesmo do arquirrival Boca Juniors. “Sempre achei o River muito parecido com o São Paulo, as cores e até mesmo o Estádio Monumental, que se assemelha ao Morumbi”, diz. São cerca de 20 artigos esportivos de clubes argentinos, que conta também com jaquetas e camisas polos, além de camisas de times nacionais que ele coloca a disposição para trocar por quem tenha uniformes argentinos.

Além do futebol, o brusquense vive a cultura argentina com bebidas, livros e até o tradicional doce de leite / Foto: Cristóvão Vieira
Além do futebol, o brusquense vive a cultura argentina com bebidas, livros e até o  tradicional doce de leite / Foto: Cristóvão Vieira

Mas a fixação pelo país vizinho não se resume ao futebol. O morador do Centro vive a Argentina dentro de Brusque: são livros, cd’s de tango, garrafas de vinho Fernet e o tradicional doce de leite. Contudo, na vida do brusquense ainda falta uma experiência básica para que sua imersão ‘hermana’ esteja completa: visitar a Argentina. Apesar de fazer de sua casa um ambiente castelhano, Bruns Junior, de 24 anos, nunca foi ao país, mas planeja uma visita em breve. “Faltou companhia, afinal de contas é um outro país, mas é uma promessa que fiz a mim mesmo de que iriei mesmo sozinho no próximo ano caso não tenha com quem ir”, termina.

Raiz da paixão

Todo apaixonado por um clube de futebol tem um início ainda na infância, geralmente por um motivo inusitado. No caso de Célio, ele acompanhava um amistoso entre Brasil e Argentina em 1998, quando ainda tinha seis anos, e viu Cláudio Lopes ser lançado por Verón nas costas de Junior Baiano, tirar marcador para bailar e soltar uma bomba para vencer a seleção brasileira por 1 a 0 em pleno Maracanã.

A partir daí, cresceu no brusquense um amor por aquele time que havia aprontado em terras tupiniquins. Em 2002, enquanto toda a nação acompanhava a campanha pentacampeã do Brasil, Bruns Junior acordava de madrugada para assistir à Argentina na Copa – durou pouco, apenas os três jogos da fase de grupos. Mas a fascinação pelo futebol argentino não morreu ali. “Sempre acompanhei muito a extinta Copa Mercosul e a Copa Libertadores, com os times sul-americanos, e aí também fortaleceu minha paixão pelo River Plate”, completa.

Foto: Cristóvão Vieira
Foto: Cristóvão Vieira

Lições e implicações

Mesmo estando na fila de títulos com a seleção principal desde 1993, Bruns Junior diz que há o que se aprender com o futebol argentino. Conhecida pela raça em campo, a ‘escola’ sul-americana tem lições que, na opinião do brusquense, deveriam ser ensinadas aos atletas brasileiros. “Os jogadores têm um respeito muito grande pelo clube de origem, então raramente um jogador que saiu da base do River vai defender o Boca, por exemplo”, diz.

Além dos protagonistas das partidas, ele diz que a torcida argentina também tem uma postura melhor nas arquibancadas. “Lá o torcedor não está com o time só por causa do resultado, são os 90 minutos apoiando, sem xingamentos, tentando levar o time à vitória, e ao lado do clube mesmo nos momentos mais difíceis”.

Por torcer para a seleção considerada por muitos a grande rival do Brasil, o estudante diz que já sofreu com muitas implicâncias. “Isso foi mais forte antigamente, mas depois, com o tempo, se acostumaram com toda a situação. Mesmo assim, hoje em dia, se o Brasil vence da Argentina, ainda pegam no meu pé”, termina.

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