Candidato à Prefeitura de Brusque pelo PSOL, Chico Cordeiro defende redução qualificada de servidores

"A nossa candidatura é ficha limpa", afirma Chico Cordeiro

Candidato à Prefeitura de Brusque pelo PSOL, Chico Cordeiro defende redução qualificada de servidores

"A nossa candidatura é ficha limpa", afirma Chico Cordeiro

Chico Cordeiro, candidato à Prefeitura de Brusque pelo PSOL, chegou sem atrasos para a sabatina. Tampouco trouxe assessores. Discorreu, durante pouco mais de 40 minutos, sobre seu extenso plano de governo.

Na maior parte das respostas, criticou os governos passados, com exceção de uma, na qual foi questionado sobre suas propostas para geração de emprego. Ao responder, Chico mencionou o fortalecimento da incubadora de empresas, criada no governo Paulo Eccel (PT).

“Não estou fazendo campanha, mas o que tem que ser dito tem que ser dito, o governo criou a incubadora de empresas, subsidiada, bem planejada”, afirma, “mas acabou gerando só uma empresa como fruto, pretendemos ampliar ela”.

O candidato faz questão de ressaltar os pilares do partido pelo qual concorre, por falta de envolvimento em escândalos políticos.

“A nossa candidatura é ficha limpa, o PSOL é o único partido que tem representação no Congresso que não foi citado na Lava Jato”, discursa.
Na entrevista, ele traz várias propostas extremamente onerosas para os cofres públicos, como o transporte coletivo com tarifa zero, a construção de mais creches e de um hospital público. Por isso, é questionado a respeito da receita para custear isso.

Em resposta, diz que os governos têm gasto mal o dinheiro do contribuinte, que se trata de uma questão de realocação de recursos.

“Ao invés de propor obras monumentais, há alguns setores da administração em que se pode fazer investimento para economizar em outros setores, gerar economia com um investimento inteligente”, diz, ao relatar que maior parte de suas propostas é viável com financiamento federal.


Governabilidade e gestão

Chico e seu vice, Flávio Bettinelli, concorrem sozinhos nesta eleição. O PSOL, entre as siglas que disputam a prefeitura, é o único que não lançou candidatos a vereador, os quais, sabidamente, atuam como cabos eleitorais da candidatura principal.

Sem ninguém no parlamento, uma eventual vitória nas urnas traria problemas para garantir a governabilidade, uma vez que, na história recente, o Executivo foi seguidamente barrado pela atuação oposicionista da Câmara de Vereadores.

Para ele, isso não é problema, se conseguir mudar o sistema de gestão pública. “No nosso plano de governo, apostamos em um novo modelo, visando superar essa questão da governabilidade baseada na coalização partidária. Não estamos preocupados em não ter candidatos a vereador”, afirma Chico.

“Nos últimos 12 anos, mesmo o prefeito tendo vereadores ao seu lado, muitas vezes ele tem que fazer acordos, temos acompanhado o loteamento dos cargos públicos em detrimento de apoio político”, discursa o candidato do PSOL.

Sua proposta é fortalecer os conselhos municipais, para fazer com que o prefeito não seja responsável único pelo envio de projetos, não se tornando, portanto, refém da Câmara.


Tamanho da máquina

Chico Cordeiro afirma que reduzir a máquina demitindo funcionários nem sempre é a melhor solução. “A saída mais aceita pela maioria está sendo a de cortar gastos, nós temos opinião diferente”, afirma o candidato, que continua.

“A resposta conservadora para essa pergunta é que vamos enxugar a máquina pública, demitir servidores, precarizar o serviço público em detrimento de economia”, diz Chico, “os candidatos estão dizendo que vão enxugar, mas isso vai precarizar os serviços. Não concordamos em demitir pessoas”.

Ele afirma que a prioridade é enxugar os cargos comissionados, e unir algumas secretarias. Cita como exemplo Educação, Cultura e Esporte.
“Não dá pra desempenhar uma política de esporte longe das escolas, e hoje a prefeitura faz isso, a mesma coisa a política de cultura, que está isolada do ambiente estudantil”, argumenta.


Pendências do transporte coletivo

Um dos pontos do plano de governo do PSOL está relacionado ao transporte público. Atualmente, há uma ação judicial que determina uma nova licitação para escolher uma concessionária de transporte coletivo. Na prefeitura, contudo, isso anda a passos de cágado.

Chico propõe que isso seja resolvido logo. “Ou faz o processo licitatório ou cria uma empresa pública”, diz o candidato.

Sua proposta é a criação de uma empresa pública de transporte coletivo em Brusque, subsidiada 100% pelo governo municipal.
“Por que Educação e Saúde são públicas e transporte não? A mobilidade urbana em si é tão importante quanto elas”. Para colocar isso na prática, ele admite ainda não ter uma proposta fechada.

“Nossa sugestão é usar a estrutura de ônibus vendendo espaço de propaganda, também nos pontos”. Ele afirma que todo o dinheiro que se planeja investir em novas pontes e no anel viário poderia ser utilizado para subsidiar a gratuidade do transporte, pelo menos por uns 20 anos.


Pendências do transporte coletivo

Um dos pontos do plano de governo do PSOL está relacionado ao transporte público. Atualmente, há uma ação judicial que determina uma nova licitação para escolher uma concessionária de transporte coletivo. Na prefeitura, contudo, isso anda a passos de cágado.
Chico propõe que isso seja resolvido logo. “Ou faz o processo licitatório ou cria uma empresa pública”, diz o candidato.

Sua proposta é a criação de uma empresa pública de transporte coletivo em Brusque, subsidiada 100% pelo governo municipal.

“Por que Educação e Saúde são públicas e transporte não? A mobilidade urbana em si é tão importante quanto elas”. Para colocar isso na prática, ele admite ainda não ter uma proposta fechada.

“Nossa sugestão é usar a estrutura de ônibus vendendo espaço de propaganda, também nos pontos”. Ele afirma que todo o dinheiro que se planeja investir em novas pontes e no anel viário poderia ser utilizado para subsidiar a gratuidade do transporte, pelo menos por uns 20 anos.


Atenção à saúde pública

Para o candidato do PSOL, “a saúde pública está abandonada em Brusque, e não é há pouco tempo”. Ele diz que, assim como no transporte coletivo, a prefeitura precisa decidir se investirá pra valer no Hospital Azambuja ou se irá municipalizar o atendimento.

“Hoje está na mão da iniciativa privada, isso é um erro. O Hospital Azambuja não tem o dever de arcar com essa responsabilidade. Ou a gente assume o custo do atendimento ou constrói um hospital”.

Para ele, a segunda opção é mais viável, se for feita em parceria com o governo do estado, para a criação de um hospital regionalizado. Seu foco principal, contudo, é a saúde da família, com a ampliação da rede de atenção básica.

“O dinheiro que vem do governo federal está sendo mal empregado, não está sendo investido na saúde da família, e aí temos uma população mais doente, que procura mais pela média e alta complexidade. Se tivesse uma estrutura mais organizada na atenção básica, ia cortar pela metade essa procura”.


Déficit de moradias

Cordeiro trata, em seu plano de governo, do déficit de moradias em Brusque. Atualmente, mais de 7 mil pessoas estão inscritas, na assistência social, para serem contempladas com uma casa própria.

Ele afirma que isso tem que ser viabilizado, sob pena de estimular ainda mais a ocupação irregular em Brusque, a qual é uma das principais causas de dor de cabeça para a Defesa Civil.

“Sugerimos o fortalecimento do conselho de habitação e a criação de um fundo municipal, estabelecendo parcerias para subsidiar a construção de moradias”, explica o candidato.

Chico Cordeiro também é contra o atual modelo de moradia popular, considerada por ele indigno. “Moradia popular não tem que ser aquelas casas de pombo, com 40 metros quadrados, isso não traz dignidade para as famílias, elas não conseguem viver”.


Falta de vagas em creche

Sobre este problema, maior gargalo para a Secretaria de Educação, Chico Cordeiro apela à solução mais óbvia. “Não tem outra saída, é a construção de novas creches”. disse.

Ele criticou, sem citar nome, a proposta do também candidato Ciro Roza (PSB), o qual sugeriu a recriação das chamadas creches domiciliares, instaladas nas casas de moradores que tenham interesse.

Para Chico, isso seria viável apenas se o modelo de creche fosse considerado somente um “depósito de crianças”.
“Hoje as creches têm um papel importante na educação das crianças, não é só um lugar onde elas ficam enquanto os pais trabalham”, argumenta.


Saneamento básico

A entrega do tratamento de esgoto à iniciativa privada, vista como uma das soluções para iniciar a resolução do problema em Brusque, não é bem vista pelo candidato, o qual acredita que o município deveria investir ele mesmo na área, com subsídios do governo federal.

“Não acho que a saída seria entregar para a iniciativa privada agora. Talvez a longo prazo isso seria viável. Temos recursos no Ministério das Cidades para isso, esse dinheiro não vem para cá porque não se faz projetos”, afirma.


Cultura do estupro

Chico Cordeiro é o único dos sete candidatos à Prefeitura de Brusque a mencionar, entre suas propostas de governo, o combate à chamada “cultura do estupro”. Ele justifica a atenção ao tema dizendo que isto está presente no Brasil e em Brusque, especificamente.

“A cultura do estupro existe na nossa sociedade, e aqui em Brusque nós tivemos recentemente um caso de estupro coletivo, a população foi para as ruas, protestou. Então precisamos tratar essa questão com a comunidade, usando toda a estrutura pública, fazer da Assistência Social uma Secretaria de Direitos Humanos”, afirma o candidato.


Confira a entrevista na integra

 

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