Chuva no Espírito Santo já é a maior em 90 anos

Foram contabilizadas 35 mortes e 127 cidades afetadas no Espírito Santo e em Minas Gerais até a tarde de quarta-feira, 25 de dezembro

Chuva no Espírito Santo já é a maior em 90 anos

Foram contabilizadas 35 mortes e 127 cidades afetadas no Espírito Santo e em Minas Gerais até a tarde de quarta-feira, 25 de dezembro

O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnicas e Extensão Rural (Incaper) informou que as fortes chuvas que há mais de uma semana atingem o estado já são as maiores enfrentadas pelo estado, desde que começaram as medições meteorológicas no estado, há 90 anos.

Segundo o Incaper, o fenômeno é decorrência de “um canal de umidade associado à presença de Zonas de Convergência do Atlântico Sul (Zcas) que vem mantendo mantendo o tempo encoberto em todo o Estado”.

As informações indicam que já foram registrados acúmulos de chuva com volume superior a 700 milímetros desde o início do mês de dezembro em alguns municípios do Estado. “O solo já está muito encharcado, e a continuidade da chuva só agrava os impactos”, disse Hugo Ramos, meteorologista do Incaper.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as chuvas devem continuar, de moderadas a fortes em Minas Gerais e no Espírito Santo, estados em que pelo menos 35 pessoas morreram em decorrência dos últimos temporais, e nas regiões norte e noroeste do Rio de Janeiro. 

Cidades afetadas e mortes

Na tarde desta quarta-feira, 25 de dezembro, o número de cidades afetadas no Espírito Santo chegou a 50, com 17 mortes. O governo estadual decretou situação de emergência ou estado de calamidade em 48 das 78 cidades capixabas. Em Minas Gerais, 24 municípios mineiros decretaram estado de emergência. Foram contabilizadas 18 mortes. Segundo a Defesa Civil, mais 53 cidades foram atingidas pelas chuvas, totalizando 77 municípios afetados.

Chuva de 1979

Os estragos causados pela chuva já são considerados maiores do que a tragédia registrada na enchente de 1979, que afetou municípios de Minas Gerais e Espírito Santo localizados no Vale do Rio Doce.

Naquela época, quase 48 mil pessoas tiveram que deixar suas casas. Foram registradas 74 mortes. Houve 4.424 residências atingidas nos dois estados. A maior cheia da história do Rio Doce foi em 1997, quando o manancial ultrapassou a cota de 8,70 metros. Em Colatina, a cota de inundação do Rio Doce é 5,2 metros. “Em outras palavras, ao atingir este nível, o rio transborda e pode inundar vários pontos da cidade” disse Ramos.


Agência Brasil

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