Conheça jovem de 19 anos que se tornou a primeira mulher a operar trator pela Prefeitura de Brusque
Ana Clara Araújo começou no trabalho há duas semanas
O primeiro pensamento que vem à cabeça quando se fala em trator é, provavelmente, a imagem de um homem em seus 50, talvez 60 anos, com uma longa trajetória de vida no interior. Mas no Horto de Brusque, essa história é bem diferente. A protagonista é Ana Clara Araújo, uma jovem de apenas 19 anos.
Ana começou há apenas duas semanas no novo trabalho e já vem se destacando entre os companheiros de equipe. Atualmente, ela é a única mulher a operar um trator no setor de Agricultura e, desde o início, enfrenta os olhares curiosos e o espanto de quem não espera ver uma mulher nesse posto.
O horto de Brusque, localizado na rua Jacob Schmidt, no bairro Paquetá, é responsável por produzir as plantas e flores que decoram a cidade, incluindo canteiros, rotinas e praças. Além disso, o órgão municipal também presta apoio aos pequenos produtores rurais da cidade.
“É sempre muito engraçado a reação das pessoas. Sempre vem aquele questionamento: "Você? Tratorista?". Fico um pouco tímida quando saio com o trator, porque as pessoas têm muita curiosidade e acabam vindo ver de perto. Mas eu gosto, acho bem legal “, comentou Ana.
Por mais que esteja há pouco tempo no horto, a jovem já vem recebendo diversos elogios dos supervisores, como Gilmar Pereira, diretor de Agricultura de Brusque
“Ver uma mulher tratorista é algo raro, mas ela já está surpreendendo pela dedicação e habilidade. Ela domina o trator e os implementos, sempre pronta para fazer o serviço quando precisamos. Ter essa mulher na equipe é muito importante para nós”, comenta. “Além de termos uma ótima equipe de tratoristas, agora contamos com uma grande mulher e excelente profissional ao nosso lado”, adicionou Gilmar.
Inspiração direto de casa
Essa vontade de ser tratorista nem sempre foi um sonho para Ana, mas sim um reflexo do trabalho do pai, Juliano Silva Araújo, que é caminhoneiro e sempre despertou nela a curiosidade de como seria dirigir um caminhão. O incentivo para se inscrever veio da mãe, Rosimeire Soares Araújo, que lhe enviou o link do processo seletivo.
“Minha mãe falou que tinha aberto esse processo seletivo. Aí eu fui pesquisando e achei esse de trator interessante. Pesquisei tudo o que precisava, vi as qualificações e logo comecei o curso para aprender a dirigir. Meus pais são os que mais me apoiam. Meu pai foi quem mais me incentivou”.
Para participar do processo seletivo, Ana precisou fazer um curso voltado para tratoristas, com carga horária média entre 40 e 160 horas, dividido entre aulas teóricas e práticas, semelhantes aos testes para a habilitação de CNH.
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Desenvolvedor de Guiné-Bissau, na África, conheceu Brusque após contato no LinkedIn:
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