Cirurgias represadas dependem de acordo entre a prefeitura e o Hospital Azambuja

Secretaria de Saúde diz que hospital não está realizando cirurgias; por outro lado, casa de saúde afirma que está sem pagamento

Cirurgias represadas dependem de acordo entre a prefeitura e o Hospital Azambuja

Secretaria de Saúde diz que hospital não está realizando cirurgias; por outro lado, casa de saúde afirma que está sem pagamento

Está prevista para a tarde de hoje uma reunião entre representantes da Secretaria de Saúde de Brusque e o administrador do Hospital Azambuja para tratarem sobre o andamento das cirurgias eletivas no município.

De acordo com o secretário de Saúde, Humberto Fornari, o Hospital Dom Joaquim é o que mais tem realizado cirurgias eletivas no município pelo Sistema Único de Saúde (SUS), já que o Azambuja está com 125 Autorizações de Internação Hospitalar (AIH) represadas. O documento é emitido quando um hospital gera uma solicitação de internação.

“Essas AIHs já estão prontas e autorizadas a serem realizadas, só falta o hospital agendar as cirurgias. Estamos negociando com o Azambuja para que dê andamento à fila”, diz o secretário.

Fornari afirma que o problema não é financeiro, já que a prefeitura repassou os recursos necessários. “Essa situação é grave. No momento, temos um convênio e o hospital, infelizmente, não está conseguindo realizar. O recurso está liberado, é só chamar o paciente e realizar a cirurgia”, garante.

O administrador do Azambuja, Fabiano Amorim, entretanto, dá outra versão sobre o caso. De acordo com ele, já foram realizadas este ano cerca de 60 cirurgias eletivas pelo SUS e o que está ocasionando a demora é a falta de pagamento por parte do município.

“Este mês, depois de muita insistência, emitimos a nota para receber pagamento referente a cirurgias realizadas no ano passado. Assim, fica difícil convencer o cirurgião a operar na velocidade que eles querem”, diz.

Amorim diz que a Secretaria de Saúde ainda não realizou o pagamento de nenhum procedimento realizado neste ano.

“Tem  que pagar, senão ninguém faz. Já estamos em maio, ano passado passou faz tempo. Temos algumas agendadas para este mês e para o próximo, deve faltar mais umas 60, mas que são feitas de acordo com a disponibilidade dos médicos. Se pagar, é mais fácil”.

Amorim ressalta ainda que o hospital aguarda receber em torno de R$ 1 milhão referentes a AIHs extra-teto, que foram autorizadas e realizadas, mas não foram pagas. “Esse valor é referente a procedimentos extras realizados no ano passado até março deste ano, não recebemos nada e estamos sem previsão de pagamento”.