Coleta de imagens para geoprocessamento deve começar nas próximas semanas

No levantamento, tudo o que está dentro do território do município será quantificado

Coleta de imagens para geoprocessamento deve começar nas próximas semanas

No levantamento, tudo o que está dentro do território do município será quantificado

Nas próximas semanas, começa o trabalho de coleta de imagens aerofotogramétricas – cobertura aerofotográfica executada para fins de mapeamento – e cadastro das informações do município de Brusque no Sistema de Informações Geográficas (SIG), o chamado geoprocessamento.

A ordem de serviço autorizando o início do levantamento foi assinada na sexta-feira passada, e de acordo com os técnicos da prefeitura, após concluído, deve facilitar o trabalho de concessão de licenças e alvarás construtivos. “Teremos tudo digitalizado, com fácil acesso para mapeamentos e cadastros. Com isso, não teremos mais a necessidade de ir até o terreno para analisar, medir. Tudo já estará pronto”, diz a diretora de projetos do Departamento Geral de Infraestrutura (DGI), Janice Imhof.

No levantamento, tudo o que está dentro do território do município será quantificado. “Vamos saber a situação de cada imóvel. A altura dos morros, a quantidade de ribeirões, rios, nascentes, onde eles estão localizados. Teremos também o cadastro de todas as ruas, quais estão pavimentadas ou não. Assim, poderemos tornar o nosso trabalho mais confiável”.

O geoprocessamento vai contribuir ainda para a reformulação do Plano Diretor do município. “Vamos conseguir saber tudo do município, o número de casas, ruas, áreas de preservação, e com base nisso, será possível elaborar o novo Plano Diretor com mais precisão, contribuindo para o crescimento ordenado do município”, explica.

O diretor-presidente do Instituto Brusquense de Planejamento (Ibplan), Laureci Serpa Júnior, destaca a agilidade que o geoprocessamento dará aos trâmites do órgão. “Quando o trabalho for concluído, poderemos medir um terreno pelo computador, por exemplo. Hoje, quando a pessoa quer fazer qualquer coisa no terreno, vem até o Ibplan com o número da matrícula, e através deste número fazemos a consulta prévia. Só nesta consulta, levamos cinco dias. Com o geoprocessamento, todas as terras de Brusque serão mapeadas e cadastradas, e essa consulta prévia a pessoa poderá fazer em casa, como já acontece em Curitiba, por exemplo”.

Para o engenheiro agrônomo e secretário do Clube de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Brusque (Ceab), Juliano Piske, já passou da hora de o município contar com esse serviço. “O geoprocessamento é uma ferramenta que a partir de imagens, mostra a cidade como ela está, com maior precisão, mais detalhes. Estamos pedindo esse serviço há muito tempo, sabemos que não é rápido e muito menos barato, mas é bom saber que poderemos contar com essa grande ferramenta que vai contribuir para o melhor planejamento e distribuição da cidade”.
Como funciona?

Para chegar no geoprocessamento, que é o resultado final, o trabalho é feito em etapas. A primeira é o voo que fará a cobertura de todo o município. Para acontecer, no entanto, é preciso uma autorização do Ministério da Defesa. “Precisamos da licença para planejar o voo. Já demos entrada, e nos próximos dias, devemos ter a autorização e já poderemos iniciar o trabalho”, diz o diretor da empresa líder do consórcio que vai executar o serviço, a SC Engenharia e Geotecnologia, Adão dos Santos.

Serão sobrevoados 286 quilômetros no município, e do voo sairão as imagens que formarão o mapeamento. “A partir desse voo se trabalha com as fotos para construir o mapeamento do município”.

De acordo com ele, vários aspectos da cidade serão observados. “Vamos ter as imagens de lotes, vias, altimetria – que são as curvas de nível para definir a altura do terreno – e uma série de elementos que serão mapeados e permitirão o planejamento de várias áreas do município”, explica.

Após o voo, todas as informações colhidas são mapeadas, e logo após, cadastradas no Sistema de Informações Geográficas (SIG). “Tudo isso forma o geoprocessamento, que é o que vai gerenciar as informações. O sistema será instalado na prefeitura, e vai conter tudo. As informações serão cruzadas e formarão coordenadas georreferenciadas com a localização de rios, córregos, nascentes, ruas, escolas. Assim, poderemos relacionar elas no espaço e o município poderá definir suas ações e planejamento com mais clareza”, diz.
Município já tem sistema

Este ano, o Ibplan passou a utilizar o geoprocessamento fornecido gratuitamente a todas as prefeituras dos municípios de Santa Catarina pelo governo do estado. As informações foram coletadas em 2010 em parceria com o governo federal, no entanto, Serpa Júnior afirma que este modelo é inferior ao contratado pela prefeitura agora. “As imagens são de 2010, recebemos ele este ano, e por enquanto, estamos utilizando aqui no Ibplan, mas o serviço que o município contratou será muito superior, com resolução melhor e informações mais completas”.

 

Passo a passo do geoprocessamento
1 286 km de voo sobre a cidade

2 Mapeamento de todos os pontos do município: ruas, imóveis, rios, córregos, nascentes, morros

3 Instalação e cadastro no Sistema de Informações Geográficas (SIG)
Será utilizado para:

Cadastro de imóveis
Planejamento urbano
Restrições de uso do solo
Formulação de leis ambientais
Informação de localização

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