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Comupa analisa três pedidos de demolição de imóveis antigos de Brusque

Edifícios ficam na região central e estão no catálogo do município

Comupa analisa três pedidos de demolição de imóveis antigos de Brusque

Edifícios ficam na região central e estão no catálogo do município

Após a aprovação da demolição do prédio da Italianinha, o Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Artístico (Comupa) recebeu mais três pedidos. Os proprietários e profissionais pleiteiam, por diferentes motivos, a destruição de imóveis históricos, mas para isso precisam do aval do Comupa.

O Município teve acesso às informações divulgadas na última reunião do Comupa, que é pública e aberta à comunidade. Os pedidos protocolados pelos interessados foram feitos no Instituto Brusquense de Planejamento (Ibplan), que os remeteu ao conselho, por isso tratam-se de arquivos públicos.

Os pedidos envolvem três imóveis. Um deles é o Casarão Bauer Moritz, na esquina da rua Barão do Rio Branco com a avenida Otto Renaux, ao lado da Caixa Econômica do Centro. O segundo é o prédio da Alfaiataria do Pedroca, que fica na rua Felipe Schmidt.

O terceiro pedido é relativo a uma residência histórica situada na rua Hercílio Luz, no Centro. Ela fica na região da Padaria Ristow, em frente ao casarão onde morou Balthazar Bohn.

Ainda que a demolição da Italianinha tenha sido aprovada, isso não implica na autorização automática para os demais. Carolina Meireles, presidente do Comupa, explica que a legislação sobre o tema é geral, para que seja aplicada conforme cada realidade.

Prédio da Alfaiataria do Pedroca foi construído entre as décadas de 1930 e 1940 | Foto: Marcos Borges

“O Comupa vai agir da mesma forma que as outras questões foram analisadas. O que nos foi encaminhado, estamos escaneando e enviando aos conselheiros para análise com as entidades”, diz Carolina.

A importância dos imóveis vai além da burocracia de estarem no catálogo do patrimônio histórico do município. Eles remontam a história de Brusque, por isso a análise é mais complexa.

Segundo Carolina, provavelmente algum membro do Comupa visitará os imóveis para entender melhor a realidade. O conselho quer esclarecer alguns pontos antes de deliberar.

“Vamos estudar caso a caso todas as questões. Por que está no catálogo? Qual tipo de memória? Que tipo de intervenção pode ser feita? Que tipo de troca podemos fazer para tentar fazer o cidadão manter?”, afirma a presidente do Comupa e servidora do Ibplan.

Nos próximos passos, os conselheiros devem se reunir para debater. Os profissionais ou proprietários responsáveis pelos imóveis também poderão se manifestar.

Casarão na rua Hercílio Luz, perto da Padaria Ristow, está no catálogo do município | Foto: Marcos Borges

Demolição
O fato de o pedido ter sido feito pela demolição não significa que essa seja a intenção dos proprietários. Carolina diz que, às vezes, é apenas para a geração de um protocolo no Ibplan, para provocar uma conversa no âmbito do conselho municipal.

De acordo com a presidente, o Comupa sempre busca alternativas para que o proprietário possa manter o patrimônio. Atualmente, já é possível negociar com o órgão para que o potencial construtivo seja transferido, por exemplo.

A demolição de um patrimônio histórico é algo aceito apenas em casos excepcionais. Ela exige uma série de compromissos e compensações. A lei existe justamente para evitar que os prédios sejam destruídos indiscriminadamente.

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