Cursos da Unifebe e da Assevim obtêm conceito 3 no Enade

Resultado, avaliado como positivo pelas instituições, foi divulgado nesta semana pelo Inep

Cursos da Unifebe e da Assevim obtêm conceito 3 no Enade

Resultado, avaliado como positivo pelas instituições, foi divulgado nesta semana pelo Inep

Seis cursos do Centro Universitário de Brusque (Unifebe) e três da Uniasselvi/Assevim obtiveram conceito 3 no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) de 2015. O resultado foi divulgado na quarta-feira, 8, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Ciências Contábeis, Tecnologia em Logística, Administração, Tecnologia em Processos Gerenciais (Brusque e São João Batista), Direito, Tecnologia em Gestão Comercial foram os melhores avaliados na Unifebe. Já na Uniasselvi/Assevim, Administração, Publicidade e Propaganda e Ciências Contábeis tiveram o maior desempenho dos cursos. Na Unifebe, Tecnologia em Design Gráfico teve a pior avaliação – conceito 2.

Com as médias dos desempenhos no Enade, o Inep calcula o chamado conceito Enade, atribuído aos cursos avaliados. O conceito vai de 1 a 5, sendo 1 e 2 considerados insuficientes. Nesta edição, foram avaliados 8.121 cursos de 2.109 instituições de ensino do país. Foram inscritos 549.487 concluintes e 447.056 participaram da avaliação.

No estado, a maioria dos cursos atingiram o conceito 3, considerado na média (53,7%). Além disso, 20 cursos não tiveram o conceito calculado devido a mudança de metodologia ou problemas na aplicação do exame. Em 2015, quase um em cada quatro cursos catarinenses (23,9%) tiveram conceitos considerados insuficientes. No país esse índice foi de 30,3%.

Qualidade de ensino
Considerando que o conceito Enade adota um padrão de ranqueamento de uma escala de 1 a 5, o assessor de Desenvolvimento da Unifebe, Robson Zunino, avalia o desempenho dos acadêmicos como muito bom, especialmente quando comparado aos outros centros universitários do país. Ele acredita que diversos fatores contribuíram para o resultado positivo, mas em especial, a qualidade das atividades de ensino, pesquisa e extensão que os cursos desenvolvem.

Na visão de Zunino, a melhoria do conceito no Enade, perpassa, principalmente, por uma maior conscientização por parte dos alunos sobre a importância de fazerem uma boa prova. Do mesmo modo, a Unifebe trabalha para qualificar as atividades que desenvolve, impactando diretamente na melhoria dos indicadores de qualidade da educação superior da instituição. “Estamos em constante evolução e nem mesmo um conceito 5 no Enade nos fará descansar e parar de buscar melhorar cada vez mais”, afirma.

Por outro lado, o resultado do curso em Tecnologia em Design Gráfico, que teve conceito 2, surpreendeu Zunino, principalmente pelo fato dos indicadores preliminares divulgados pelo Inep demonstrarem um bom desempenho dos alunos. Ele afirma que a Unifebe está analisando os dados minuciosamente para que possam identificar as causas e trabalhar imediatamente para melhorar esse indicador.

O diretor da Assevim/Uniasselvi, Carlos Bolívar, afirma que o objetivo da instituição é crescer cada vez mais e chegar ao conceito 5. No entanto, avalia que o resultado é satisfatório. Ele diz que a instituição buscou melhorar a qualidade das aulas, trazendo contextualização mundial dentro de várias perspectivas.

“É um esforço em conjunto da coordenação, professores e alunos. Um casamento com a necessidade do estudante e baseado também na região, que nos traz um resultado bom, além é claro, da resposta boa do aluno que conseguiu fazer uma boa prova ao ser desafiado”.

Indicadores
O Inep avalia o ensino superior por meio de uma série de indicadores. Um deles é o Enade, aplicado aos estudantes concluintes do ensino superior. A cada ano um grupo diferente de curso é avaliado. A cada três anos, todos os cursos são submetidos ao indicador.

Além das provas do Enade, os estudantes respondem a um questionário de condições socioeconômicas e sobre o curso e a instituição. As perguntas abordam questões sobre infraestrutura e condições de ensino e aprendizagem. Tanto as provas do Enade como o questionário são obrigatórios para os concluintes dos cursos avaliados.

Curso de Administração da Unifebe tem nota 4 em indicador do Inep
O curso de Administração da Unifebe obteve nota 4 no Conceito Preliminar de Cursos (CPC), indicador do Inep que avalia a qualidade dos cursos de ensino superior oferecidos por instituições privadas e públicas. A universidade ainda teve mais seis cursos avaliados com nota 3: Ciências Contábeis, Direito, Tecnologia em Gestão Comercial, Tecnologia em Logística, Tecnologia em Processos Gerenciais e Tecnologia em Design Gráfico. A Uniasselvi/Assevim também teve nota 3 em Publicidade e Propaganda, Administração e Ciências Contábeis.

O assessor de Desenvolvimento da Unifebe, Robson Zunino, afirma que a boa nota em Administração se deve, principalmente, pelo investimento constante da instituição em sua infraestrutura, qualidade de ensino, titulação, carga horária dos professores e também pelo bom desempenho dos alunos na prova do Enade. “O comprometimento dos acadêmicos foi muito importante para que o curso obtivesse esse resultado”.

Quanto à nota 3 nos outros cursos, Zunino ressalta que todos os investimentos realizados pela Unifebe impactam diretamente nos insumos que compõe o CPC. Ele destaca que se for considerado o conceito Enade Contínuo [ver no detalhe], o curso de Ciências Contábeis obteve conceito 2,9216, faltando apenas 0,02 para alcançar conceito 4.

“Os indicadores de qualidade 2015 foram obtidos com base na participação dos acadêmicos no Enade, além de outros indicadores de qualidade, como: titulação docente, infraestrutura, organização didático-pedagógica e oportunidades de ampliação da formação acadêmica e profissional”.

O diretor da Uniasselvi/Assevim, Carlos Bolívar, afirma que a instituição esperava uma nota até maior. Ele destaca que cada curso tem sua especificidade, porém, todos convergem para um trabalho uniforme, com foco na qualidade de ensino. “Trabalhamos numa busca incessante para melhorar a estrutura física da unidade e continuar investindo na qualidade do ensino e dos professores”.

Três cursos da Uniasselvi/Assevim obtiveram conceito 3, tanto no Enade como no CPC do Inep / Arquivo Município

Indicador de qualidade
O CPC é um indicador de qualidade que agrega diferentes variáveis: resultados da avaliação de desempenho de estudantes, o conceito Enade, titulação e regime de trabalho do corpo docente, percepções dos estudantes sobre a organização didático-pedagógica, infraestrutura e as oportunidades de ampliação da formação acadêmica e profissional.

O indicador é calculado somente para cursos com, no mínimo, dois concluintes participantes no Enade. Em 2015, 0,3% dos cursos do país obtiveram conceito 1; 11%, conceito 2; 57,7%, conceito 3; 26,5%, conceito 4 e 1,1%, o conceito 5.

O Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC) é calculado com base no CPC e em avaliações dos cursos de pós-graduação feitas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Para que todos os cursos da instituição sejam considerados, o cálculo é feito com base nos três últimos CPCs.

Tanto o CPC quanto o IGC são distribuídos em conceitos de 1 a 5, por meio da chamada curva de Gauss – gráfico de distribuição normal de um determinado conjunto de dados e representa uma função que possui propriedades peculiares -. A faixa 3 é definida pelo Inep como a média. Os cursos que mais se distanciam da média seja para cima ou para baixo são distribuídos nos demais conceitos.

Santa Catarina
Foram avaliados em Santa Catarina 435 cursos de Administração, Administração Pública, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Design, Direito, Psicologia, Relações Internacionais, Secretariado Executivo, Teologia e Turismo. Também foram analisados os cursos tecnológicos de Comércio Exterior, Designs de Interiores, Moda, Gráfico, Gastronomia, de Gestões Comercial, Qualidade, Recursos Humanos, Financeira, Pública, Logística, Marketing e Processos Gerenciais.

No estado, 33 cursos obtiveram conceito 2, considerado insatisfatório pelo Ministério da Educação.

Estes, com notas muito baixas, serão acompanhados pelo Inep, que estipulará metas de recuperação e podem ser suspensos ou proibidos de ter novas turmas, caso não cumpra os objetivos.

Colabore com o município
Envie sua sugestão de pauta, informação ou denúncia para Redação colabore-municipio