Brusque cresce em ranking de gestão fiscal e retoma patamar de excelência
Federação das indústrias fluminense divulgou resultados do IFGF
O Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) mostra que Brusque retomou o patamar de excelência que havia sido interrompido em 2020. Os resultados do estudo foram divulgados em 18 de setembro.
A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) considera quatro patamares para definir a situação da gestão fiscal dos municípios: gestão crítica (inferior a 0,4 ponto), gestão em dificuldade (entre 0,4 e 0,6 ponto), boa gestão (entre 0,6 e 0,8 ponto) e gestão de excelência (acima de 0,8 ponto).
Brusque atingiu o patamar de excelência entre 2013 e 2015. Houve uma queda em 2016, em que obteve 0,77 ponto e ficou no patamar de boa gestão. A cidade voltou à excelência em 2019, mas caiu novamente para boa gestão em 2020, e assim permaneceu até 2024.
Agora, em 2025, o estudo deu ao município 0,82 ponto, o que marca o retorno ao patamar de excelência. Os dados são coletados com base na gestão fiscal do município em 2024.
Resultados
O IFGF é composto por quatro indicadores: autonomia, gastos com pessoal, liquidez e investimento. No último, Brusque aparece no patamar de gestão em dificuldade, o único que destoa dos demais, que marcam gestão de excelência.
No indicador de autonomia, Brusque atingiu a pontuação máxima. A situação é semelhante com outros vários municípios brasileiros. Este dado demonstra que as receitas oriundas da atividade econômica local são suficientes para manter em funcionamento o serviço público básico.
Porém, a situação de Brusque é diferente de muitos outros municípios. A média deste indicador é 0,44 ponto, de gestão em dificuldade. Isso mostra que grande parte das cidades depende da União para suprir necessidades mínimas da gestão pública local.
Já no indicador de gastos com pessoal, Brusque marca 0,89 ponto. A análise aponta o quanto os municípios gastam com o pagamento dos servidores em relação ao total da receita.
No indicador de liquidez, Brusque recebeu 0,84 ponto. O dado avalia se as prefeituras estão postergando pagamentos de despesas para o ano seguinte sem cobertura de caixa.
Por fim, o indicador de investimento, em que Brusque aparece em patamar crítico, mede a parcela da receita que é destinada à realização de investimentos públicos. A cidade está abaixo da média nacional, que apresenta boa gestão. A pontuação de Brusque foi de 0,56.
Guabiruba e Botuverá
Guabiruba apresentou patamar de excelência em todos os indicadores do IFGF. A pontuação geral foi de 0,92, sendo que os indicadores de autonomia e gastos com pessoal obtiveram nota máxima.
A pontuação de Botuverá chama a atenção. O município atingiu nota máxima em três dos quatro indicadores: autonomia, gastos com pessoal e investimento. Porém, em liquidez, atingiu patamar de boa gestão. No IFGF geral, terminou com pontuação de 0,93.
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