Arrastão da Solidariedade arrecada 4 mil kg de roupas
Calçados e cobertores também foram doados para a 20ª gincana do Colégio Cônsul
O Arrastão da Solidariedade, uma das tarefas da 20ª Gincônsul do Colégio Cônsul arrecadou neste ano 4 mil kg de roupas, 2.425 calçados e 406 cobertores, travesseiros e colchões. Desde as 10h deste domingo, 25, os participantes foram para o ginásio do colégio iniciar o recebimento das doações e separação por categoria: roupas, calçados e cobertores. Tradicionalmente, o Colégio Cônsul realiza a gincana que envolve alunos do Ensino Fundamental e Médio. Os alunos foram divididos em três equipes: Arganaz, Mawaka e Huang. Cada equipe recebeu uma região do município em que deveria arrecadar as doações. Durante o dia, todos se envolveram com a tarefa que teve até às 16h para arrecadar o maior número de itens. Enquanto alguns alunos junto com pais e professores iam nas casas pedir as doações, outros ficaram no ginásio para separar e contar os produtos. O professor de Educação Física, Ederson Guedes, que está neste ano na coordenação da gincana, conta que a maior parte das doações foi de calçados e cobertores. “Sentimos uma grande diminuição de doação de roupas”. Em contrapartida, o professor afirma que os produtos neste ano estavam com uma qualidade melhor. Todos os itens arrecadados serão levados para as igrejas Luterana e Católica, ambas no Centro, para que então façam a doação às famílias que realmente precisam. O Sesc também teve participação no Arrastão. A técnica de atividades da instituição, Iassana Hoffmann esteve no colégio junto com outros voluntários para auxiliar na separação e pesagem. “Temos nossa campanha do agasalho também e apoiamos o Cônsul no Arrastão, com pedidos de ajuda para empresas e comunidade, para que as pessoas se conscientizem e doem, mas que doem itens que possam ser reutilizados por outras pessoas”, comenta. O diretor do colégio, Otto Hermann Grimm, informa que o Arrastão é sempre muito positivo, pois além da pontuação, o que sempre prevalece é o espírito de solidariedade. “É um dia que mesmo em meio à correria, conhecem novas pessoas e interagem com a sociedade, pois precisam ir nas casas de pessoas que não fazem parte do dia a dia”. Ele acrescenta que a tarefa da gincana costuma sensibilizar a sociedade e mais ainda os alunos da importância de guardar e doar algum artigo que vai fazer a diferença na vida de outra pessoa. Pais envolvidos com a escola Além da integração entre alunos de diferentes turmas em uma mesma equipe, a gincana do Colégio Cônsul proporciona uma aproximação dos pais com a escola. Leidiana Simas Kuchenbecker, 32 anos, por exemplo, participou pelo primeiro ano da gincana para ajudar o filho que está no 6º ano. “Estou apaixonada, é uma iniciativa muito legal do colégio. É uma maneira até das próprias crianças darem mais valor ao que tem”, analisa. A mãe Carla Patrícia Vieira, 45, participa pelo quinto ano da gincana e garante que é sempre muito inesquecível. “É tudo muito bom, essa interação, essas novas amizades feitas”, diz. Ela revela que no dia seguinte ao arrastão já começa a se preparar para o ano seguinte, guardando tudo que for possível ser reutilizado por outra pessoa. Marilene Ferreira de Melo, 55, vive o colégio desde os 24 anos de idade e nunca deixou de participar de nenhuma gincana. “É um momento muito gostoso. Esse ano a gente está numa equipe, com umas pessoas. No outro ano vai para outra e então conhece de perto as pessoas que no ano anterior eram adversários”. Justine Brandes Debrassi, 44, mãe do líder da equipe Mawaka, dá o sangue pela gincana. Ela tem dois filhos na escola, que participam de equipes diferentes, por isso, precisa se desdobrar para ajudar um pouco em cada lado. “Um dos meus filhos é especial, então na equipe dele eu ajudo mais na parte da dança, que ele participa mais. Já no arrastão fico com o outro filho”, explica. Espírito solidário Mesmo sendo a prova com maior pontuação para as equipes, os alunos se doam de forma sentimental. Larissa Moresco, 17, da equipe Arganaz, participa da Gincônsul desde o 5º ano e sempre se envolve muito com a competição para dar o seu melhor. “Mas essa prova não levo como competição, mas com sentimento moral, de ajudar pessoas, pois estamos em busca do bem-estar de pessoas que nem conhecemos”, diz. Para ela, o resultado da prova não será para as equipes, mas sim para as pessoas que receberão as doações. Gabriel Kenji, 13, da Mawaka, participa pelo segundo ano da competição. A cada ano que passa, ele busca se envolver mais com as provas, especialmente as que ele mais participa. “É uma diversão tudo isso que junta alunos e a família. É um dia diferente”, comenta. Gabriela Ribeiro, 15, da Huang, avalia como justa a tarefa do arrastão pelo contexto social que traz. “É uma das provas mais legais e que envolve muita gente. E o legal é que já vamos nos preparando durante o ano para esse dia”, informa. Resultado A pontuação para o Arrastão foi de 500 pontos por participação e 300, 280 e 270 para primeiro, segundo e terceiro lugar, respectivamente. Cada pessoa que contribuiu com as doações participou de um sorteio de um vale compras de R$ 120 e as sorteadas foram: Naira Deichmann e Isolete Albino. Confira o resultado:
Arrecadação de roupas
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Arrecadação de calçados
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Arrecadação de cobertores
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Classificação geral
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