Falta de efetivo no IGP de Brusque causa problemas na confecção de carteiras de identidade

Número de funcionários não é suficiente para atender a procura em Brusque

Falta de efetivo no IGP de Brusque causa problemas na confecção de carteiras de identidade

Número de funcionários não é suficiente para atender a procura em Brusque

A falta de estrutura e de funcionários no setor de identificação do Instituto Geral de Perícias (IGP) de Brusque tem causado transtornos para quem precisa fazer a primeira via ou renovar a carteira de identidade no município.
O setor conta hoje com cinco estagiários e um funcionário cedido pela Prefeitura de Botuverá, mas segundo o órgão, esse número não é o suficiente para suprir a necessidade da população. 
“Não temos funcionário de carreira do IGP no setor de identificação. E aí fica complicado. Dá o horário e temos de liberar os estagiários, porque o governo não paga horas-extras. Precisamos de, pelo menos, mais duas pessoas”, afirma o perito Álvaro Mesquita Hamel.
Em Brusque, o movimento no setor é grande. Somados, nos meses de março e abril foram confeccionados 1.460 documentos. “O nosso horário de atendimento é das 13h às 17h, sem senha. Mas há dias em que são muitas pessoas para atender. Nesses casos recolhemos os documentos e vamos chamando por ordem. Ao longo do dia quando outras pessoas chegam, não conseguimos atender e pedimos para voltar outro dia, mesmo estando dentro do horário de atendimento”, explica.
Foi o que aconteceu com Celia Pereira de Souza. Ela já tentou por quatro vezes fazer a terceira via do documento de identidade, mas ainda não conseguiu. “Algumas vezes faltavam documentos, e na última vez fui perto das 16h, mas disseram pra voltar outro dia, o IGP estava lotado. Preciso do meu documento e agora vou até Guabiruba para fazer”, declara.
Hamel explica que o cadastro demora aproximadamente 20 minutos para ser feito, e que dependendo do número de pessoas, eles são obrigados a suspender o atendimento de quem chega depois. “Às vezes não conseguimos atender todo mundo mesmo, não temos condições físicas e nem efetivo para isso. E não podemos segurar os estagiários depois do horário. Para resolver esse problema, somente com o concurso público para o IGP”.
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