Famílias da Cristalina contam suas histórias no projeto Mala Viajante

Iniciativa da escola Edith Krieger Zabel tem como objetivo aproximar a comunidade

Famílias da Cristalina contam suas histórias no projeto Mala Viajante

Iniciativa da escola Edith Krieger Zabel tem como objetivo aproximar a comunidade

Aproximar cada vez mais a comunidade da escola. Este é o objetivo da Mala Viajante, projeto realizado na Escola de Ensino Fundamental Edith Krieger Zabel, na localidade de Cristalina. Desde março deste ano, cada família da comunidade recebe a mala com o livro que, aos poucos, vai ganhando vida através das histórias que os próprios moradores contam.

“Colocamos um livro em branco dentro de uma mala antiga e entregamos para o primeiro morador da localidade. Ele teve o direito de ficar com o objeto por dois dias e a missão de escrever alguma história que marcou a vida da sua família ou da comunidade no livro. Assim como ele, cada família vai receber o livro para retratar as suas histórias”, conta a professora e idealizadora do projeto, Elaine Petermann.

O projeto envolve os 47 alunos da instituição e as 127 famílias que formam a comunidade no interior de Brusque. Além de contarem as suas histórias, cada família é responsável por colocar um objeto relacionado com o que escreveu no livro dentro da mala. “Montamos um cronograma com todas as famílias, e todas obedecem essa lista. Ainda faltam algumas famílias escreverem as suas histórias, e outras já querem a mala de novo para escrever mais”, destaca.

De acordo com Elaine, o livro está repleto de histórias de superação, o que se torna um fator essencial para a formação de vida dos alunos. “As famílias contam histórias marcantes, e através da mala, podemos conhecer melhor o nosso vizinho. Muitas vezes, nem imaginamos as situações que as pessoas que moram tão próximas de nós já tiveram que passar. Conforme a mala vai passando, a comunidade vai ficando mais unida”, diz.

Elaine também ressalta a importância da mala viajante no aprendizado dos estudantes. “Procuramos inserir a mala no dia a dia da escola. Trabalhamos a história oral, a valorização da comunidade, o incentivo à leitura não só entre os alunos, mas com as famílias. Com os alunos também realizamos a contação de algumas das histórias retratadas no livro, discutimos. Inserimos o projeto na rotina, mesmo”.

Nas próximas semanas, algumas famílias ainda devem receber a visita da mala viajante. Depois do término do projeto, Elaine já tem planos. “Vamos devolver a mala para a comunidade, as primeiras famílias que participaram não tiveram a oportunidade de ler todas as histórias, por isso, vamos voltar com o passeio da mala pela comunidade. Também temos projeto de publicar um livro com as histórias escritas ali. Estamos trabalhando para isso”, revela.

Para ela, ver a participação e o interesse da comunidade no projeto é motivo de orgulho. “A nossa comunidade é muito parceira. Tudo o que propomos eles aceitam e participam. E esse projeto foi só mais um. Todos abraçaram a causa mesmo. Estou muito orgulhosa e feliz”, finaliza.
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