Após grande vitória, Brusque decide destino na Série C onde é mais fraco: em casa
Quadricolor "opta" pelo caminho mais difícil e consegue voltar ao G-8 da forma mais improvável; que venha o CSA
A vitória incrível sobre o Caxias no estádio Centenário entra na lista de incontáveis exemplos nos quais o Brusque, quando menos se espera, consegue uma recuperação, uma demonstração de força. E, de repente, a classificação à segunda fase da Série C está muito próxima. Mas, para não depender de ninguém, será necessário voltar a vencer no Augusto Bauer após três meses.
Neste sábado, 23 o triunfo foi tão lindo quanto incompreensível. Este é o mesmo time que levou uma virada nos três minutos finais de um jogo em casa. E na semana seguinte, sem dois jogadores em campo, segurou a vitória diante do líder do campeonato, que havia vencido todos os jogos em seus domínios até aqui.
Parece que não adianta tentar entender. De alguma forma, o Brusque "opta" pelo caminho mais difícil, por vencer nas maiores adversidades e por vacilar nas situações mais favoráveis.
Até o que está fora de controle conspira para isto. Numa semana, a zaga tenta afastar o perigo, a bola bate no oponente e entra no próprio gol. Na outra, o atacante adversário, de frente para o gol, cabeceia na trave e a bola volta certinha nos pés do zagueiro para fazer o corte.
Os números mostram a disparidade. O Brusque fez dois pontos contra os cinco últimos colocados da Série C: empatou com o Itabaiana e com o Tombense, em casa; e perdeu para o Retrô e para o ABC, no Augusto Bauer, e para o Anápolis, de virada, fora de casa. Retrô e Tombense acabaram rebaixados com antecedência.
Contra os cinco primeiros colocados, os que se classificaram de forma antecipada à segunda fase, o Brusque conseguiu 10 pontos: como visitante, venceu Ponte Preta e Caxias, além de ter empatado com o Náutico; venceu o São Bernardo em casa; e perdeu para o Londrina, de virada, no Gigantinho.
Resta uma rodada para o fim da primeira fase. São três vagas em disputa por sete ou oito times. O Brusque recebe o CSA no Augusto Bauer, onde apresenta vários de seus piores momentos na Série C e onde não vence há cinco jogos. Será uma verdadeira final, que precisará de um grande público apoiando o quadricolor no Augusto Bauer. O momento será de esquecer todos os vacilos e focar em fazer este time vencer.
E então, será necessário que o Brusque que entre em campo seja o que vence o líder mesmo com dois jogadores a menos, e não o que sofre uma virada com dois gols nos três minutos finais.
Brusque em casa e fora
Final em aberto
O Carlos Renaux mostra força mais uma vez, agora na final do Catarinense Série B. Não fez um jogo brilhante contra o Camboriú em Imbituba, mas obteve um empate em seu terceiro gol consecutivo na bola aérea. Um resultado importante, que deixa tudo aberto para a final em casa: se vencer, é campeão; se perder, é vice; se empatar, tem pênaltis.
Na equipe que entrará em campo nesta final de domingo, 31, Diego Correa não poderá contar com Hebert. O volante é uma peça muito importante na equipe, mas está fora por ter sido expulso neste sábado, quando jogou como zagueiro. Por outro lado, é esperado o retorno do zagueiro Barcellos, que cumpriu suspensão.
Explicações
O empresário Alex Buschirolli, da BKR Sports, enviou à imprensa neste domingo, 24, um documento de 11 páginas explicando e relembrando uma série de questões sobre o gramado sintético do estádio Augusto Bauer. Foi uma medida necessária.
Em resumo, o documento resgata trechos de cláusulas contratuais com o Carlos Renaux e a empresa Soccer Grass, fornecedora do gramado sintético, e explica o que foi efetivamente contratado, com sugestões para o momento. É uma explicação muito importante e fundamentada para quem quer entender o que se passa com o campo. Ajuda a excluir falsos debates e a invalidar boataria.
Mas existe a questão que parece incontornável até agora: menos de um ano após a instalação do gramado sintético, a CBF passou a exigir a certificação FIFA Quality Pro para os campos artificiais. No Augusto Bauer, fica necessária a substituição do gramado, com custos ainda mais elevados, podendo ultrapassar R$ 3,5 milhões.
Contudo, as medidas propostas por Buschirolli parecem insuficientes, sem condizer com a urgência da situação. Primeiro, pressionar a CBF para manter o gramado atual pareceria, hoje, sem efeito.
As declarações do presidente da FCF e vice-presidente da CBF, Rubens Angelotti, são categóricas: no campo atual, não se joga em 2026. E o plano B proposto é judicializar a questão, que pode ter custos políticos e financeiros a Brusque e Carlos Renaux, enquanto o gramado segue sem substituição ou manutenção adequada.
Assista agora mesmo!
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