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Brusque retrocede na Série C com um futebol pobre e a segunda derrota de virada

Partida contra o Floresta era acessível, mas o time era tão passivo no segundo tempo que pareceu esperar o revés

O Brusque parece empenhado em provar, rodada após rodada, que não é time à altura do objetivo que ele próprio traçou: o acesso, ou a luta pelo acesso. Não seria de se estranhar, considerando a amplitude das oscilações ao longo do ano, além do elenco curtíssimo. Não falta dedicação, mas tem faltado qualidade e constância. Ora anima, ora irrita, e ora irrita de novo.

Olhando em retrospecto a Série C até aqui, há momentos muito raros em que o time convence. Mostra força em alguns momentos, com vitórias foram merecidas, mas magras, protocolares. Os 4 a 1 sobre a Ponte Preta são uma exceção nestas 10 rodadas. Parecia que o time melhoraria ofensivamente, mas não só não teve esta melhora, como a forte defesa começou a vazar com mais frequência.

A vitória sobre o São Bernardo, em 26 de maio, foi arrancada com unhas, dentes, sangue, suor e linfa, levando um sufoco enorme em casa. E foi a última vitória. Desde então, o Brusque foi atropelado pelo Confiança, empatou sem gols com o Tombense e perdeu para o Floresta. Foi a segunda derrota de virada em três jogos.

Mas era um jogo tranquilamente possível de ser vencido. O Floresta começou num ritmo muito lento, e o Brusque poderia ter se aproveitado disso. Abriu o placar e poderia ter feito mais, mas o Floresta já estava crescendo após o gol.

No segundo tempo, o time simplesmente não jogou. Mal se aproximava da área do goleiro Dalton e praticamente esperou ser derrotado, numa atuação de dar náuseas, tamanha a passividade. Não é sempre que o time vai conseguir se segurar como fez contra o São Bernardo, que a bola vai bater na trave e que Matheus Nogueira vai fazer seus milagres.

Mas é justamente com este tipo de coisa que o Brusque parece contar às vezes. Em conseguir um gol e acreditar na atuação perfeita da defesa, com um toque de sobrenatural para completar. Aí fica sujeito a jogos como este, contra o Floresta.

Olhando o copo meio cheio, o Brusque construiu uma gordura importante neste início de Série C e terá que cometer erros demais para se preocupar com a parte de baixo da tabela. O objetivo primário, de permanecer na Série C em meio à transição caótica de gestão, está próximo, com todos os méritos. Há uma estabilidade sob este ponto de vista

Mas falta mais, porque o Brusque se coloca como um time apto a fazer mais. Prova é o técnico Filipe Gouveia afirmando que não era surpresa ver sua equipe na vice-liderança, semanas atrás. Há uma nova chance de recuperação no domingo, 6, contra o Figueirense, no Augusto Bauer.

Reestreia na fogueira


É uma excelente notícia que o atacante Luizinho tenha se recuperado de sua lesão no tornozelo e das complicações envolvidas na lesão e nas cirurgias. Foram mais de dois anos longe dos gramados, num período que deve ter sido dificílimo para o atleta, pessoal e profissionalmente.

Mas quando Luizinho entrou no segundo tempo, substituindo Diego Mathias, a impressão foi de que Filipe Gouveia havia desistido do jogo, de lutar pelo empate com mais de 10 minutos pela frente, para dar ritmo a um atleta que está voltando a jogar. Afinal, colocou num momento tão desfavorável um jogador que, apesar de sua qualidade, está há muito tempo sem ritmo de jogo.

Luizinho não comprometeu a equipe e se esforçou para ajudar no lado direito do ataque. Mas sua entrada neste jogo foi estranha. O mais esperado seria utilizá-lo em uma situação de jogo sob menos pressão, mais favorável, que é quando é mais comum vermos jogadores retornando de lesões tão graves. Não quando o time está num dia péssimo, perdendo de virada e distante do gol de empate.

Por outro lado, é verdade também que, naquele momento, não havia opções no banco com as mesmas características e 100% de condições. Mas a entrada de Luizinho surpreende quando se soma seu histórico de lesão e seu tempo sem jogar ao placar e ao momento da partida.

Claro que é exagero falar impressão exagerada a de "desistência" do jogo, e duvido mesmo que tenha sido o caso. Eu teria feito a pergunta ao treinador para entender os motivos da substituição. Mas o clube parece se entender especial demais para fazer coletiva de imprensa remota em jogos fora de casa.

É um procedimento de comunicação comum em clubes de todos os tamanhos. Mas Deus proíba abrir espaço para perguntas dos veículos que não têm como ou por que utilizarem uma pequena fortuna para enviar repórteres ao interior do Ceará numa rodada de meio de campeonato.

Ponto fraco


Os três últimos gols que o Brusque levou saíram de cobranças de escanteio: o último na goleada do Confiança e os dois desta segunda-feira. Somando estes três ao gol marcado pela Ponte Preta, são quatro gols sofridos em cobranças de escanteio dos oito que o quadricolor levou na Série C até aqui.

Vitória do Vovô


O Carlos Renaux conquistou uma excelente vitória por 1 a 0 sobre o Blumenau neste domingo, 29, no Augusto Bauer. Não só quebrou a invencibilidade do BEC, que é favoritaço ao acesso, como se credencia mesmo à luta para subir à elite, passada metade da primeira fase.

Timaço


O Brusque Basquete ficou a uma vitória do inédito título do Campeonato Brasileiro da CBB. Fez um ótimo quadrangular final. Venceu a Apab Blumenau e o Tatuí com grandes atuações, mas acabou cedendo na grande decisão, contra o Osasco.

O time brusquense fez um jogo abaixo de suas reais capacidades, até porque já havia vencido os paulistas antes e feito confrontos equilibrados. Então, a “final” de domingo acabou tendo um anticlímax.

Mas não é nada que comprometa a excelente campanha do time comandado pelo técnico Durval Cunha. O adversário era o favorito, campeão de 2024, e que, semanas antes, havia conquistado a Liga Ouro, divisão de acesso do NBB.

Brusque é vice-campeão brasileiro, com alguns dos melhores jogadores da competição e grandes partidas. É, hoje, a principal potência no estado, seguido de perto pela arquirrival, Apab Blumenau. Que o bom trabalho e o crescimento continuem. Ainda em 2025, tem o Catarinense e os Jogos Abertos, além da expectativa do Sul-Brasileiro. Em Brusque, todo fã de basquete e interessado na modalidade precisa prestar atenção. Vale a pena acompanhar de perto.


Assista agora mesmo!


Como surgiu e o que restou da primeira usina elétrica da região, criada em 1913 em Guabiruba:


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