Ir para o conteúdo

Carlos Renaux rouba a cena na Série B estadual; vêm aí uma final e outra novela de estádio

Retorno do Vovô à elite catarinense é uma conquista enorme, que pode ser finalizada com um troféu em casa

Em uma Série B estadual na qual as atenções eram muito voltadas às missões de Blumenau e Metropolitano, o Carlos Renaux roubou a cena e escreveu uma belíssima página para sua história de 111 anos. Venceu o Metrô em uma semifinal dificílima, digna de grandes clássicos, para retornar à elite do futebol catarinense após mais de quatro décadas, diante de um público surpreendente.

A demissão do técnico Luis Carlos Cruz logo após a penúltima rodada da primeira fase não desestabilizou a equipe. Diego Correa, técnico do Sub-17, surgiu como um dos principais personagens, já no fim da história. Comandou o Carlos Renaux em três jogos decisivos, com uma vitória e duas derrotas, e escreveu seu nome na história do clube de futebol mais antigo de Santa Catarina.

E em vez de perder força como em 2024 e 2022, o Renaux cresceu na reta final, com um elenco fechado e diversos jogadores se destacando. O meia-atacante Cássio, de 21 anos, parece ter encarnado uma mistura de Petruschky com Teixeirinha. Nestes três últimos jogos, fez três gols: um contra o Camboriú, um na ida contra o Metropolitano e o gol do acesso, além da assistência na abertura do placar, no cabeceio de Hebert.

Fica uma ótima história também para o goleiro reserva, Allan Roden. O brusquense teve a responsabilidade de substituir Airon, titular lesionado, que havia defendido dois pênaltis no primeiro jogo. E participou de um jogo histórico, ajudando o time num momento decisivo da campanha.

O Carlos Renaux voltou ao futebol profissional em 2018, na Série C do Catarinense, 12 anos após a frustrada tentativa de 2006. Só subiu à segunda divisão na temporada 2020, fazendo sempre campanhas boas ou medianas com exceção do quase rebaixamento de 2023.

Este acesso também coroa um trabalho feito por uma diretoria que sempre teve convicção do caminho que seguia, mesmo sob olhares desconfiados e até torcida contrária no entorno. Taico, técnico daquele time que voltou em 2018, é o presidente do tricolor que estará na elite em 2026.

Com o retorno garantido, o Renaux tem chance de encerrar a campanha com o título do Catarinense Série B. A final é contra o Camboriú, com jogo de volta no Augusto Bauer daqui a dois finais de semana.

E depois?


É sabido há meses o Augusto Bauer, com o gramado atual, não receberá jogos em 2026. O Brusque só joga no Gigantinho ainda em 2025 porque a CBF e a FCF permitiram uma brecha, considerando a mudança do Regulamento Geral de Competições (RGC) em cima da hora nesta temporada.

Portanto, é necessária a troca do gramado, que foi instalado em 2024, quando o RGC não exigia a certificação FIFA Quality Pro para os campos. Mas, ao que parece, a diretoria do Renaux ainda não se conformou com a necessidade de troca de superfície tão pouco tempo após a instalação do campo atual, e cobra a empresa que fez a permuta que envolveu a reforma do estádio e a compra do gramado.

E é a primeira vez em muito tempo que o Carlos Renaux supera o nível do Gigantinho. Antes, mudanças e adaptações eram "tanto faz" para o tricolor. O Brusque que corresse atrás para jogar, porque as condições eram suficientes para as competições do Renaux.

Agora, a pressa é dos dois. Brusque e Carlos Renaux jogam a Série A do Catarinense em 2026. Ambos precisam do Augusto Bauer apto para suas partidas. E o contrato de aluguel é válido até 2027. Trocar o gramado sintético é um trabalho com custo superior a R$ 3 milhões. As dúvidas principais são: será encontrada uma solução? E, se sim, qual?

Ninguém estava com saudades, mas está no ar mais uma novela do estádio Augusto Bauer. Porque sempre tem que ter algum problema.


 

Assista agora mesmo!


Primeiros motoristas de Botuverá lembram quando veículos chegaram à cidade nos anos 50:


Siga-nos no Instagram


Entre no canal do Telegram


Siga-nos no Google Notícias