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Destino do Brusque na Série C deve ser definido com a campanha fora de casa

Após pelada sem precedentes no feriado, espera-se do quadricolor uma atuação diante do Anápolis como as vistas contra Maringá e Botafogo-PB

Depois de empatar com o Itabaiana numa pelada sem precedentes, o Brusque vai a Goiás para pegar outro time com a corda no pescoço: o Anápolis, que até esboçou uma reação, mas vem de derrota para o Confiança. Com 22 pontos, o time não corre mais risco nenhum de rebaixamento, mas vê sua classificação bem ameaçada em caso de derrota em Goiás.

Espero ver em campo no domingo o time que venceu em Maringá e em João Pessoa. Para mim, está claro que a campanha fora de casa é que vai colocar ou não o quadricolor na segunda fase. Pelo menos, o que se vê nesses jogos é que o time não apanha da bola como está acontecendo no tapete artificial do Augusto Bauer.

Faltam quatro partidas, e o Brusque precisa ganhar duas delas para classificar. Os números dizem que é possível, mas o time ainda tem muito o que evoluir para ser confiável, caso chegue nos quadrangulares.

A equipe vai a Anápolis com quatro ausências por suspensão. Tenho notado que o time titular tem sido muito competitivo, mas à medida que vai perdendo peças, o banco não consegue repor a altura. Estamos com um mês de janela de transferências aberta, e apenas Olávio e Adrianinho chegaram para fazer diferença. Aliás, Adrianinho vem mostrando que precisa ser considerado para ter um lugar nos titulares.

Assim, o Brusque vai para a arrancada final da primeira fase. Cheio de incertezas, com bom rendimento jogando como visitante, e com uma tremenda falta de futebol dentro de casa. O correto seria até o contrário, com rendimento bem melhor dentro do seu estádio. Mas hoje, a campanha é igual: são 11 pontos como mandante e 11 como visitante. Isso não pode acontecer.

Campo


Pela primeira vez, um técnico do Brusque fala de forma mais clara sobre os desafios do campo sintético do Augusto Bauer. Bernardo Franco, na coletiva após o empate com o Itabaiana, falou duas vezes em “se adaptar” ao gramado, afirmou que o time precisa treinar mais lá porque a bola fica “viva demais”.

Esse era um assunto que era meio que tratado como tabu, com o pessoal evitando criticar. Agora já está claro que esse campo, que terá que ser trocado para o ano que vem, não é bem quisto por comissão técnica e jogadores. Tanto é que o Brusque é outro jogando fora. Deixaram nas entrelinhas que o campo daqui é inimigo. Como um treinador pode falar em “se adaptar” se o sintético está aí há um bom tempo?

Os jogos do acesso


Carlos Renaux e Metropolitano começam a decidir, neste domingo, qual dos dois vai voltar para a primeira divisão do estadual em 2026. O tricolor vem descansado depois de se classificar em segundo lugar na primeira fase, enquanto que o Metrô investiu para conquistar o acesso dentro de Brusque na semana que vem (um deles é o atacante Patrick, ex-Brusque).

Penso que a ordem para o Renaux é voltar vivo para o jogo de volta. Vai tomar pressão de um bom público no Sesi, e o confronto é equilibrado. A volta está marcada para o dia 16 (sábado), as 7 horas da noite, no Augusto Bauer.


Assista agora mesmo!


Você sabia? "Parabéns pra você" cantado em Brusque é único no mundo e surpreende quem é de fora:


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