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Entre o acesso do Renaux e o desperdício do Brusque

Vovô terá o desafio financeiro para se manter na elite estadual; Marreco joga oportunidades fora e depende de milagre

O Carlos Renaux vai jogar a primeira divisão estadual no ano que vem, e terá um encontro contra o Brusque. O time teve uma arrancada importante na reta final da primeira fase, garantiu vaga direta na semifinal e fez a festa ao derrotar o Metropolitano dentro do Gigantinho. O Renaux, a partir de agora, passa a ser um time de primeira divisão, e sabe que ao fim da Copinha, a temporada 2026 já começa com a montagem do time para o Catarinense, onde o patamar é bem mais alto.

Vejo que o time tricolor terá desafios grandes para buscar a permanência na elite do estadual: o primeiro deles é financeiro. Esse time atual custa aproximadamente R$ 100 mil mensais, e sabemos que para a Série A, tem que ser aportado pelo menos o triplo disso para se ter um time competitivo. Terá que ser feito um trabalho muito forte para o time conquistar torcedores e alavancar investimento.

Considerando que o Brusque anda se arrastando na sua comunicação, é boa chance para tentar aparecer mais nesse momento. Além disso, o Renaux tem na Copa Santa Catarina uma boa chance de conquistar um calendário nacional, com vaga na Série D. Vai ser interessante acompanhar. Pena que um confronto com o Brusque só pode acontecer numa eventual final.

Não tem explicação!


Poucas vezes vi uma amarelada tão grande quanto a derrota do Brusque para o Londrina. Foi um show de irresponsabilidade em campo, combinada com uma falta de planejamento que acabou com a vitória do time paranaense com dois gols nos acréscimos. Faltou inteligência para aproveitar as brechas deixadas por um time desesperado e garantir a vitória. Não há nenhuma desculpa para esse resultado. Os jogadores e o técnico devem desculpas pelo vexame em casa.

A classificação ficou mais distante. Agora, ela só vem se o time ganhar os dois jogos que faltam, um deles amanhã, contra o líder disparado Caxias, no estádio Centenário. O caminho poderia ser bem mais fácil, não fosse a sequência de pontos perdidos dentro de casa para times horríveis, como Retrô, Tombense e ABC.

O campeonato sorriu para o Brusque, mas o time resolveu jogar fora. Agora, depende de um milagre. A diretoria da SAF não agiu forte na janela, o time ficou desprotegido de opções e, ainda bem, não tem mais risco de cair.

Uma das dúvidas que eu tenho a respeito da SAF é saber como será o “after” desta temporada. Jogadores remanescentes da diretoria anterior podem deixar o clube, e não sei se essa reposição será feita no mesmo nível. Isso veremos mais para a frente.

Gramado


O presidente do Carlos Renaux, Altair Heck, aposta em uma negociação com a empresa Soccer Grass para resolver o problema da reprovação do gramado do Estádio Augusto Bauer para 2026. Em entrevista à Rádio Cidade no último domingo, o presidente da Federação Catarinense, Rubens Angelotti, foi enfático em dizer que o estádio será interditado após a Copa Santa Catarina, sem chance de liberação do gramado atual.

O presidente tricolor afirmou que está tratando com a empresa Soccer Grass sobre o assunto, para que haja toda a documentação para a liberação do gramado. Neste momento, a troca do piso está descartada. Tenho a percepção que a situação poderá até acabar judicializada se o fabricante do gramado não der um jeito de conseguir a liberação para a próxima temporada.

Decisão


Alheio a isso, o Renaux entra em campo amanhã no primeiro jogo da final do Campeonato Catarinense Série B, a chamada “cereja do bolo” da temporada. As diretorias do Vovô e do Camboriú tentaram fazer os dois jogos no Augusto Bauer, mas a FCF acabou negando o pedido e marcando o jogo de ida para o estádio Emilia Rodrigues, em Imbituba. Quem sabe, não teremos volta olímpica no Augusto Bauer no domingo da semana que vem.


Assista agora mesmo!


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