Só trocar o técnico não é a solução para o Brusque
Quadricolor traz jogadores jovens e baratos, ainda que não tenham números convincentes para serem titulares
Não é novidade pra ninguém que a campanha do Brusque na Série C estava em gráfico de queda rápida. A derrota em casa para o Figueirense, que veio para jogar bola e acabou envolvendo um quadricolor sem alma, acabou sendo a gota d´água da passagem de Filipe Gouveia no clube.
Nos últimos jogos, ele vinha mostrando desgaste, e o time não vinha mostrando nenhum tipo de reação. Mesmo perdendo três dias, penso que a diretoria fez o certo. Mas essa retomada não vai passar só pela troca de técnico.
Eu estou meio ressabiado com essa política de contratações da SAF do Brusque.
Foram algumas escolhas bem questionáveis, e uma filosofia de trazer jogadores jovens e baratos, ainda que eles não tenham números convincentes para serem titulares de um time de Série C. Causa calafrios ao ver o treinador, sem Álvaro, fora da temporada, ter que usar dos limitadíssimos João Veras e Robson Bahia (que já trocou de apelido duas vezes) para fazer gol lá na frente.
Na defesa, o treinador tem que colocar Maurício e Roberto para jogar, deslocando Jhan Pool para a esquerda, diante da gripe de Alex Ruan. Falta plantel, com jogador que chegue e faça a diferença.
O novo técnico Bernardo Franco, que tem currículo pequeno como técnico de time principal, tem um desafio gigante pela frente, com esse plantel que tem a disposição. Caberá a ele organizar a casa e rezar pra SAF lhe trazer reforços de qualidade nessa janela de transferências que abriu ontem.
Primeiro, a missão é vencer três partidas para evitar o risco de rebaixamento. Depois, dá pra pensar em algo maior. O problema é que a gente vê os outros times evoluindo e buscando qualificar o elenco, enquanto o Brusque traz atleta da base do Coritiba. É duro.
Copa SC
A Federação Catarinense de Futebol realizou a reunião da Copa Santa Catarina e definiu que nada menos que 17 equipes vão participar da competição, em chaves “regionalizadas”.
Mas o que se viu foi um grande erro nessa regionalização, separando Brusque e Carlos Renaux, que jogam no mesmo lugar, para grupos diferentes, e mandando o quadricolor viajar bastante para enfrentar Chapecoense e Concórdia.
Para mim, isso foi uma enorme decepção. Esperava que a Copinha marcasse o reencontro de Brusque e Renaux em jogos oficiais depois de 21 anos, em encontros que seriam históricos. Faltou vontade ali para colocar os dois na mesma chave.
Amador
Sobraram quatro equipes vivas na disputa pelo título do Municipal de Futebol Amador de Brusque. Domingo, começam as semifinais com um grande equilíbrio. A Abresc enfrenta o Santa Cruz no estádio do Limeirense, enquanto que o Mecânica do Japa, vice-campeão do ano passado, pega o Santos Dumont, melhor campanha da primeira fase, mas que passou por aperto para eliminar o Nova União no primeiro mata-mata.
Assista agora mesmo!
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