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Gelson Merisio e Silvio Dreveck falam sobre possível coligação entre PSD, PP e PSB

Deputados e possíveis candidatos ao governo estadual avaliam cenário para as eleições 2018

Gelson Merisio e Silvio Dreveck falam sobre possível coligação entre PSD, PP e PSB

Deputados e possíveis candidatos ao governo estadual avaliam cenário para as eleições 2018

As candidaturas para disputa ao governo do estado no próximo ano podem não estar definidas, porém, boa parte das alianças entre partidos, já. Exemplo disso é a possível coligação entre PSD e PP, tendo ainda no bloco o PSB. Os três partidos têm promovidos encontros em diversas regiões de Santa Catarina para fortalecer a imagem de que estão caminhando juntos.

Em entrevista concedida ao jornal A Gazeta, de São Bento do Sul, parceiro de O Município, os deputados estaduais Gelson Merisio, pré-candidato ao governo pelo PSD, e Silvio Dreveck (PP), falaram abertamente sobre composições para as eleições do próximo ano, estratégias eleitorais e ideias que deverão compor o plano de governo.

Dreveck é o atual presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) e a partir de fevereiro será o presidente estadual do PP, partido que há poucos dias realizou sua convenção estadual, quando foi aprovada uma moção indicando que a preferência em termos de aliança na eleição do próximo ano é justamente com o PSD de Merisio, o qual já foi presidente da Alesc e é o deputado estadual mais votado da última eleição no estado, superando a marca dos 120 mil votos.

Na avaliação do deputado do PP, o fato do partido ter conseguido garantir um consenso durante a convenção estadual demonstra que a sigla inicia um novo momento político, especialmente porque a moção foi votada em um momento no qual estavam presentes aproximadamente 700 pessoas do partido.

“Isso foi um grande ponto positivo, pois antes as decisões ficavam restritas a dois ou três em uma sala em Florianópolis. Agora temos o envolvimento de todos e isso fortalece ainda mais o partido”, disse Dreveck.

Quanto à aliança com PSD e PSB, Silvio diz que o momento atual converge para isso por se tratar de partidos que possuem grande afinidade histórica. Merisio concorda e diz que a política nacional vive um novo momento e a tendência é que alguns partidos comecem a se unir em torno de contextos históricos.

Dreveck, apesar de ter um projeto de pré-candidatura a deputado federal, hoje aparece como possível candidato a vice-governador na aliança.

Tucanos
Apesar de PSD, PP e PSB estarem já com sua união consolidadas, Merisio ainda acredita que o PSDB possa fazer parte do bloco, apesar das investidas dadas recentemente pelo PMDB. De acordo com o deputado, as negociações com os tucanos seguem, mesmo com o assédio peemedebista.

“Para o PMDB é vital ter o PSDB na aliança. Para nós é importante”, compara, alegando que o PMDB poderá ficar bastante enfraquecido na disputa caso não venha a fechar coligação com o PSDB.

Eleição
Ainda de acordo com Merisio, a campanha eleitoral do próximo ano será antecipada, ou seja, os partidos terão os candidatos definidos muito antes das convenções e do período oficial de campanha.

Por conta disso, ele acredita ser importante o fato de PSD, PP e PSB terem iniciado cedo as conversas e as negociações em torno da aliança para a disputa da eleição no próximo ano. “Em março já vamos conhecer quem são os candidatos. Não vai dar para deixar pra última hora”, prevê.

Transparência
Merisio explica, ainda, que outros partidos estão sendo procurados para apresentar o projeto para a disputa ao governo catarinense no próximo ano. Nestes encontros, revela, as conversas têm sido claras, diretas e transparentes, em especial com relação a possíveis trocas de apoio por cargos. “Estamos falando de forma muito clara. Tem que falar a verdade”, afirma.

Neste contexto, o pré-candidato do PSD diz que não é mais possível manter o sistema político da forma como está, com indicações políticas de cargos. “Não tem mais como aceitar indicações de cargos por deputados. E isso temos dito nas reuniões, portanto, quem quiser acreditar no projeto que estamos elaborando em conjunto, pode vir junto”, disse.

Enxugamento
O pré-candidato ao governo ainda fala sobre a necessidade de garantir eficiência à administração pública. Para Gelson Merisio, não existe mais condições do governo catarinense manter a estrutura atual.

Por conta disso ele prega o fim das Agências de Desenvolvimento Regional (ADR), as quais consomem por ano cerca de R$ 200 milhões. “E isso só vai ser possível sem o PMDB junto”, disse ele, referindo-se à aliança que vem sendo formada pelo PSD com outros partidos.

Ele ainda defende a diminuição no número de cargos comissionados, especialmente com regionais como de Saúde e Educação, pois os serviços hoje podem ser feitos por internet ou telefone. “Não tem porque manter todo esse pessoal. Precisamos enxugar isso, automatizar os serviços e garantir eficiência ao cidadão”, afirma.

Merisio comparou a questão com o que vem sendo feito na Assembleia Legislativa. Ele, como ex-presidente, iniciou um processo de redução do número de servidores, passando de algo em torno de 800 para 550.

Marcello Miranda
A Gazeta de São Bento do Sul

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