III Mostra de Arte e Cultura movimentam Guabiruba

Evento conta com exposição de Sérgio Edvaldo e trabalhos de artistas locais e de estudantes de Guabiruba

III Mostra de Arte e Cultura movimentam Guabiruba

Evento conta com exposição de Sérgio Edvaldo e trabalhos de artistas locais e de estudantes de Guabiruba

Os traços delicados dos desenhos expostos ao fundo do Salão Cristo Rei, em Guabiruba, relevam o talento e a paixão de seu criador, o desenhista Sérgio Edvaldo, de 40 anos. As imagens, produzidas a lápis, chamam a atenção pelo realismo e pela semelhança com a fotografia original.

Os quadros do desenhista foram expostos na III Mostra de Arte e Cultura de Guabiruba, evento que ocorreu dos dias 27 a 29 deste mês. Além dos quadros, também integraram a exposição artesanatos e trabalhos realizados por estudantes de 14 escolas do município, de alunos da Fundação Cultural e de artistas locais.

Sentado ao lado de suas imagens na exposição, Edvaldo passou boa parte da manhã de sábado, 29, desenhando. Ele pode levar de 20 a 80 horas para desenvolver um único trabalho. As imagens que apresentam vários itens e várias informações exigem mais tempo do artista que atua profissionalmente há apenas dois anos .

“Meu sonho de infância era viver de desenhos. Mas acabei trabalhando durante 18 anos com arte gráfica e publicidade. Meu último desenho a mão eu tinha feito com 14 anos. Então minha paixão ficou adormecida. Em 2010, durante uma aula chata de inglês na faculdade de Letras, comecei a desenhar no caderno. E a partir daí mantive como hobby até me dedicar apenas a isso”, conta.

Nascido em Presidente Prudente, no interior de São Paulo, o desenhista formou-se em Letras em uma universidade do município. Ele mora em Guabiruba há um ano e dá aulas de desenho na Fundação Cultural de Brusque. Para as imagens que faz, Edvaldo geralmente usa quatro lápis diferentes – um deles importado da Alemanha.

“Cada lápis tem um tom diferente. Para cada traço específico eu utilizo aquele que melhor se encaixa”, diz. “O desenho é um pouco de aptidão e também é técnica. Mas por mais que a pessoa faça todo o dia, quem trabalha com arte tem que ver as coisas ao redor com poesia. Não adianta fazer um desenho bonito que não transmita emoção. Eu procuro sempre a emoção. A pessoa que olha o trabalho precisa sentir algo”.

O desenhista diz que a mão livre, o quadriculado e a mesa de luz são as técnicas mais conhecidas de desenhos realistas a lápis. No primeiro, o artista apenas observa uma fotografia para desenhá-la da mesma forma no papel. O segundo é baseado em traçados específicos que orientam a distância e o local em que os itens serão desenhados. Já no terceiro, o artista desenha sobre o “reflexo” da fotografia. Apaixonado pelas técnicas e pelos instrumentos de trabalho, Edvaldo brinca que “tirando a mãe e a namorada”, o desenho é sobre o que mais pensa.
Teatro, dança e música

Mostra de música e de teatro, feira de livros, contação de histórias e o espetáculo “Arrox Cum Ovu” também fizeram parte da III Mostra de Arte e Cultura de Guabiruba. O superintendente da Fundação Cultural do município, Gilmar José Celva, destaca a evolução do evento depois de três edições e afirma que é importante aproximar a comunidade da cultura.

A opinião é semelhante à do prefeito Matias Kohler. Para ele, as exposições e as demais atrações do evento valorizam os artistas e os estudantes do município. Ainda segundo o prefeito, a cultura precisa fazer parte do dia a dia das pessoas.

“As vezes a cultura é vista como algo supérfluo, só é feita quando se sobra dinheiro. Só que estamos mudando isso. Nós investimos na cultura pra ajudar a desenvolver nos moradores o gosto pelo teatro, pelas exposições, pela leitura e por todas as outras artes”.

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