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Informações falsas circulam nas redes sociais após assassinato de policial em Guabiruba

Polícias Civil e Militar desmentem áudios e fotos compartilhadas em redes sociais

Informações falsas circulam nas redes sociais após assassinato de policial em Guabiruba

Polícias Civil e Militar desmentem áudios e fotos compartilhadas em redes sociais

Os moradores de Guabiruba e Brusque têm vivido momentos de tensão desde o assassinato do policial militar Everaldo Soares de Campos, na manhã de segunda-feira, 11, em Guabiruba. O motivo são os áudios e fotos espalhados nas redes sociais, com informações desencontradas e que geram pânico.

Fotos falsas
O delegado Alex Bonfim Reis, da Divisão de Investigação Criminal (DIC), esclarece que as fotos dos suspeitos divulgadas não passam de boatos.

Inclusive, as mesmas fotos já circularam pelas redes semanas atrás, com a informação de que os homens seriam fugitivos do Paraná e estariam na região pedindo comida para cometerem crimes, o que também era mentira.

O tenente-coronel da PM, Otávio Manoel Ferreira Filho ressalta que é comum neste momento aparecerem diversas informações falsas. Quando elas surgem, são filtradas e analisadas pela polícia. “Não desprezamos nenhum dado recebido, mas fizemos uma filtragem para saber o que é informação procedente”, explica.

Ferreira Filho pede cautela das pessoas na hora de repassar informações recebidas nas redes sociais. “Até mesmo para não correrem o risco de responderem a um processo de denunciação caluniosa, injúria e difamação”, diz.

Buscas em casas
Os áudios repassados, segundo o delegado, não passam de boatos para gerarem medo. Em um deles foi relatado que a polícia estava entrando nas residências para fazer buscas. No entanto, a informação é falsa. Os policiais apenas fizeram uma varredura logo após a fuga dos criminosos.

No entanto, o tenente-coronel acrescenta que algumas pessoas, conhecidas pela polícia, foram procuradas para auxiliar com informações. “Temos algumas pessoas que conhecem bem o submundo do crime e então procuramos na tentativa de colher dados para chegar na identificação dos autores”, diz.

Toque de recolher
Um áudio que circulou no WhatsApp na noite de segunda-feira trazia a informação de que haveria um toque de recolher em Guabiruba, ou seja, proibindo a população de permanecer nas ruas. Contudo, tanto o tenente-coronel quanto o delegado garantem não passar de uma invenção. “Não existe isso de toque de recolher aqui”, frisa Reis. Há, ainda, outros vários áudios com informações improcedentes.

O delegado pede para que a população contribua com as investigações e repassem as informações diretamente as polícias Civil e Militar, pelos números 197 e 190, respectivamente. As denúncias são anônimas e completamente sigilosas. “Sem a ajuda da comunidade não conseguiremos elucidar os fatos”.

Veículo utilizado por criminosos era roubado e clonado

O delegado da DIC informa que o HB20 branco utilizado pelos criminosos estava com registro de roubo. O carro ainda estava com a placa trocada, ou seja, havia sido clonado.

A dona de um HB20 branco, que possui as placas do veículo que foi utilizado no crime, registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia Civil logo após o crime.

A mulher se deu conta do fato após ver as notícias do latrocínio e se explicou à Polícia Militar. Na delegacia, ela afirmou que não esteve nas cidades de Tijucas, Itajaí e Balneário Camboriú recentemente, ainda assim, o HB20 foi usado para a prática de crimes nessas cidades.

Ela ainda informou que o carro dela tem diferenças em relação ao HB20 clonado, usado no crime em Guabiruba. O dela, por exemplo, tem retrovisores e maçanetas brancas, enquanto o dos criminosos tem elas pretas.

Novos vídeos
Durante o levantamento de dados pelas polícias Civil e Militar, novas imagens de câmeras de monitoramento foram colhidas. Um dos vídeos mostra que, na verdade, dentro do HB20 haviam cinco criminosos. Um deles permaneceu na direção do veículo e os outros quatro desceram para abordar o policial.

Homenagens
Às 16h de ontem, o Corpo de Bombeiros e Polícia Militar de Brusque e Guabiruba prestaram suas últimas homenagens ao cabo Everaldo. Durante um minuto, os órgãos acionaram as sirenes e giroflex.

Neste mesmo horário ocorreu em Ituporanga a missa de corpo presente do policial. Dois micro-ônibus da Polícia Militar foram fretados e alguns policiais foram até o município para a despedida do policial. Integrantes da Guarda de Trânsito de Brusque (GTB) também prestaram condolências.

Às 17h ocorreu o sepultamento no cemitério ao lado da igreja, no bairro Cerro Negro. Everaldo era casado e deixou esposa, uma filha de 1 ano e meio e um enteado.

 

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