Leilão da Schlosser não teve nenhum lance

Primeiro leilão dos bens da empresa não teve nenhum lance; próximo leilão acontece no dia 20 de fevereiro

Leilão da Schlosser não teve nenhum lance

Primeiro leilão dos bens da empresa não teve nenhum lance; próximo leilão acontece no dia 20 de fevereiro

Apesar da grande expectativa, o primeiro leilão dos imóveis da Companhia Industrial Schlösser, realizado na tarde de ontem, não teve nenhum lance. Com isso, um novo leilão acontecerá no dia 20 de fevereiro para uma nova rodada de negociações.

“Os dois imóveis não foram vendidos, sendo permitida a continuação do leilão no dia 20 de fevereiro. Caso não haja a venda desses bens no segundo leilão, ficou estabelecido no plano de recuperação que esses dois imóveis serão adjudicados aos funcionários, assim, eles receberão como forma de pagamento esses dois imóveis administrados pelos dois sindicatos, que deverão fazer uma assembleia geral com os credores para ver o caminho, uma venda ou aluguel, caberá a eles decidir o destino desses imóveis”, explica o administrador judicial da massa falida, Gilson Sgrott.

Estão à venda a associação dos funcionários, localizada na rua Gustavo Halfpap, e a área em frente à sede da empresa, na rua Getúlio Vargas. Neste leilão, ficou definido que os lances deveriam ser dados pelos dois imóveis juntos, que formavam um lote. Neste momento, a venda separada dos bens não é permitida. O lance inicial era de R$ 12,7 milhões. No segundo leilão, o valor será ainda maior: R$ 14,1 milhões. Se mesmo assim a venda não for concretizada, os imóveis passarão a ser administrados pelos dois sindicatos que representam os trabalhadores do setor têxtil – Sindmestre e Sintrafite.

“Foi um leilão diferente dos demais, o lance inicial partiu de R$ 12,7 milhões e agora no segundo leilão vai pular para R$ 14,1 milhões. Será um valor superior ao do primeiro leilão e, por isso, acreditamos que vai dificultar ainda mais a apresentação de uma proposta porque o valor aumentou em R$ 2 milhões”, afirma o presidente do Sintrafite, Aníbal Boettger.

Segundo ele, a sensação após o leilão foi de frustração. “A expectativa era grande, fomos muito procurados para informações sobre valores e áreas de cada imóvel. Estamos frustrados por não ter aparecido nenhuma proposta no lote. Nos bastidores se tem comentários de que há interessados tanto em um imóvel, quanto em outro, mas na venda separada e, por enquanto, isso não pode acontecer”, explica.

Os imóveis só poderão ser vendidos separadamente se no segundo leilão também não houver interessados. “Se no próximo leilão não acontecer a venda, os dois sindicatos passam a administrar os imóveis, e em seguida poderemos vendê-los de forma isolada. Por enquanto, a novela continua”.

Ex-funcionários da empresa acompanharam o leilão otimistas, mas ao final saíram decepcionados e, mais uma vez, terão que aguardar para receber seus débitos. Osmar Rosa, 48 anos, estava entre os trabalhadores que acompanharam a tentativa de venda. Ele trabalhou na Schlösser durante 24 anos como supervisor geral do terceiro turno. “Estamos desde 2011 esperando o pagamento. Trabalhei boa parte da minha vida aqui. Depois que faliu foram tempos muito difíceis, demorei seis meses para conseguir outro emprego e só fui conseguir em Blumenau. Estamos todos os dias esperando pagamento e, mais uma vez, não deu certo”, diz.

Assim como Osmar, cerca de 750 ex-funcionários aguardam ansiosamente pela venda dos imóveis. Os débitos trabalhistas da Schlösser chegam a R$ 14,5 milhões. “Os sindicatos não mediram esforços para que a venda dos imóveis acontecesse. Infelizmente, o trabalhador terá de esperar mais um pouco, pedimos para que eles confiem nos sindicatos porque estamos fazendo tudo o que está ao nosso alcance para que o pagamento seja realizado”, afirma o presidente do Sindmestre, Valdírio Vanolli.

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