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Maria Celina Vidotto Imhof: dedicação ao turismo e a educação

Professora fez parte do grupo que criou a Fenarreco e empresta seu nome ao pavilhão de eventos

Maria Celina Vidotto Imhof é um nome que todo brusquense já ouviu falar ao menos uma vez. Entretanto, poucos conhecem a história de vida da mulher que dá nome ao pavilhão de eventos do município.

Natural de Florianópolis, Maria Celina veio para Brusque ainda criança, com seis anos de idade, quando sua mãe, Edmée Novaes Vidotto, foi transferida para assumir o cargo de diretora do antigo Grupo Escolar Feliciano Pires.

Começou a atuar como professora aos 16 anos, após formar-se no magistério e, em 1974, formou-se em Letras. Deu aulas no Feliciano Pires, João XXIII, Araújo Brusque, Padre Lux e Henrique Bosco, em Guabiruba. Também foi professora durante 16 anos no Colégio Estadual Ivo Silveira, no Águas Claras, a qual também dá nome à biblioteca da instituição.

Maria Celina durante sua formatura em 1974 | Foto: Arquivo da família

“Ela trabalhava na Fenarreco, ajudava na decoração, na contagem dos tickets, na cozinha. A primeira Fenarreco foi uma festa que ultrapassou as nossas expectativas e ela foi muito importante nas primeiras edições”, conta Nivert Imhof, 68 anos, viúvo de Maria Celina.

Maria Celina é lembrada pelo viúvo como uma mulher simples, batalhadora e muito culta. “Ela tinha uma vontade muito grande de trabalhar e um amor imenso por Brusque”, diz.

Imhof recorda que a morte da esposa, em fevereiro de 1992, comoveu toda a cidade. Aos 38 anos, após lutar por cinco anos contra um câncer de mama, Maria Celina perdeu a batalha para a doença. “Ela sempre lutou muito, nunca chorou, se lamentou. Foi uma mulher de muita coragem e trabalhou até o último dia”.

A morte prematura de Maria Celina, brusquense de coração, sensibilizou as autoridades, que decidiram homenageá-la. Em setembro de 1992, o então prefeito Ciro Roza nomeou o pavilhão de eventos da cidade com o nome da professora. “Nossas filhas eram pequenas quando ela faleceu, a Bruna tinha oito anos, a Beatriz tinha 10 e a Betina tinha 12, então foi um conforto muito grande o nome dela ser lembrado. Cada vez que o nome dela é citado, a gente revive o passado”.

Em 1994, Maria Celina foi homenageada mais uma vez. Agora, com seu nome na biblioteca do Colégio Ivo Silveira, devido à sua bela trajetória na instituição. “Ela era professora de Português, gostava muito de ler e incentivava os alunos à leitura. Como a escola na época não tinha biblioteca, fez campanha com os alunos para aquisição de livros”.

Passados 26 anos de sua morte, a família lembra com orgulho e carinho da rápida, porém marcante, trajetória de Maria Celina. Ter o nome dela no principal espaço de eventos da cidade faz com que, de alguma forma, ela se mantenha viva. “Minhas filhas hoje são conhecidas por serem filhas da ‘mulher do pavilhão’. As pessoas lembram muito do nome. Para nós é um orgulho muito grande. Ela jamais será esquecida”.

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