Moradores da rua Nova Trento reclamam da falta de ônibus em horários alternativos

Em resposta, consórcio Nosso Brusque diz que horários serão normalizados após as obras da via

Moradores da rua Nova Trento reclamam da falta de ônibus em horários alternativos

Em resposta, consórcio Nosso Brusque diz que horários serão normalizados após as obras da via

O vereador Jean Pirola protocolou requerimento junto à Câmara solicitando que o prefeito interino de Brusque, Roberto Prudêncio Neto, notifique a Secretaria de Trânsito e Mobilidade (Setram) e o consórcio Nosso Brusque devido à falta de horários alternativos de transporte público na rua Nova Trento – via que liga os bairros Primeiro de Maio e Azambuja.

Segundo o documento, a Associação de Moradores da Localidade da Rua Nova Trento (Amont) recebe constantes reclamações dos moradores quanto à escassez de horários. Os usuários dizem ainda que o serviço degringolou após o início das obras de drenagem, que ainda são executadas no local.

“Os horários eram bem mais condizentes com as necessidades dos munícipes, no entanto, foram subitamente reduzidos e não retornaram mais ao seu cronograma de outrora”, diz o documento. “A limitação nos horários atualmente disponibilizados prejudica grandemente o deslocamento dos moradores, uma vez que podem contar com o transporte coletivo apenas no início da manhã e no final da tarde”, finaliza.
A presidente da Amont, Ligia Dalmarco, confirma os problemas enfrentados pelos moradores. De acordo com ela, há muitas famílias que residem na rua e que necessitam de transporte em horários alternativos.

“Antes das obras havia muitos ônibus. Depois, parou. Basicamente é em horário comercial que tem. Além das famílias, há a questão de economizar combustível e de ter um meio ambiente mais sustentável. Tirar o transporte público é complicado”, diz.

Também moradora da via, a empresária Sueli Venturelli diz que, como há uma parada de ônibus em frente a sua residência, muitos usuários a questionam sobre os horários. Ela não utiliza o transporte público, mas afirma que prejudica os moradores.

“Desde quando as obras começaram complicou bastante, tiraram parcialmente, depois retornou uma parte. E nós não entendemos porque o resto dos horários não voltou. O pessoal está reclamando bastante”.

Horários retornam após obras

Questionado sobre as reclamações dos moradores, o diretor do Nosso Brusque, Artur Klann, diz que o consórcio está ciente da falta de horários alternativos. Ele afirma que apenas a linha direta entre o bairro e o Centro passa pela rua Nova Trento em decorrência das dificuldades de tráfego no local.

“Não estamos fazendo as outras linhas porque acaba atrasando os outros horários. Isso porque na rua Nova Trento há sempre problemas para passar por causa das obras. Na semana passada, um ônibus teve que passar pela calçada. Então não é má vontade nossa. Esperamos que a obra seja finalizada logo para que possamos retornar com as outras linhas”, afirma Klann.

Diferente do diretor do Nosso Brusque, o secretário de Trânsito e Mobilidade, Bruno Knihs afirma que não chegou ao conhecimento do órgão problemas relacionados à falta de horários de transporte coletivo na rua. De acordo com Knihs, quando os usuários sentem-se prejudicados em relação ao serviço, eles devem procurar a Setram.

“Os moradores e as associações podem nos procurar, que nós iremos solucionar os problemas. Nós sempre nos demos bem com o Nosso Brusque e eles sempre foram abertos para as nossas reivindicações”, diz.

“Antes das obras havia muitos ônibus. Depois, parou. Basicamente é em horário comercial que tem” – Ligia Dalmarco, presidente da Amont

“Não estamos fazendo as outras linhas porque acaba atrasando os outros horários. Isso porque na rua Nova Trento há sempre problemas para passar por causa das obras” – Artur Klann, diretor do consórcio Nosso Brusque.

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