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ARTIGO DE OPINIÃO – Falta de denúncias torna recorrentes descartes irregulares no rio Itajaí-Mirim, em Brusque

Artigo de opinião por João Henrique Krieger
Estudante de Jornalismo

Na manhã da segunda-feira, 3 de novembro, um morador registrou uma situação recorrente no rio Itajaí-Mirim, em Brusque: a presença de uma espuma branca. Levado pela indignação, ele registrou a situação, que aconteceu na altura do bairro Steffen, e divulgou um vídeo nas redes sociais, além de dar um depoimento à reportagem de O Município.

Há quase três meses, no dia 13 de agosto, outro morador registrou uma corrente de água com coloração azul sendo despejada no rio, no Centro. Ele também divulgou um vídeo nas redes sociais. O caso também foi noticiado pelo jornal.

O que as duas situações, entre as dezenas que acontecem, têm em comum é que em nenhum deles os homens comunicaram a Fundação Municipal do Meio Ambiente (Fundema).

Os motivos podem ser esquecimento ou mesmo desconhecimento de como denunciar a autarquia. Conforme noticiado em ambas as reportagens, a Fundema só soube do caso por meio dos questionamentos da imprensa.

No caso da água azulada, a Fundação informou que chegou a fazer uma varredura na região e encontrou um líquido azul na parede de um córrego, em uma rua do bairro Primeiro de Maio, o que pode ter causado a coloração no rio.

Desde então, nenhum responsável foi identificado. No caso do Steffen, a autarquia informou que irá realizar uma fiscalização no local. Há chances de que a Fundema não chegue a nenhum resultado, mas, pelo menos, foi notificada em menos de 24 horas do ocorrido.

Em agosto, a autarquia informou que, devido ao longo intervalo entre a ocorrência de um possível descarte irregular e a comunicação à Fundema, não foi possível monitorar os efluentes que vieram antes do ponto de coleta. Isso mostra que a demora na denúncia mantém os moradores indignados e dá aos poluidores a sensação de que o rio é área sem lei.

A sociedade tem a obrigação de defender e preservar o meio ambiente, de acordo com a Política Nacional do Meio Ambiente e a Constituição Federal de 1988. Para que os poluidores sejam responsabilizados é preciso que haja colaboração entre sociedade e poder público.

Para isso, existem canais disponíveis para denúncias: ouvidoria on-line pelo site da prefeitura, e-mail, atendimento presencial na praça da Cidadania ou na própria Fundema, pelo WhatsApp (47) 98873-1826 e telefone fixo (47) 4042-0700.